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Setembro amarelo: falar é a melhor solução!

O Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida – CVV, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria desde 2015 sendo uma campanha de prevenção ao suicídio. Assunto que já foi um tabu, e que aos poucos vem ganhando espaço para discussão, ainda se faz muito necessário falar sobre suicídio, em uma sociedade que cada vez mais enumera casos de morte por suicídio.

Segundo o site da campanha Setembro Amarelo “São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.” (https://www.setembroamarelo.com/)

Isso quer dizer que quem se suicida, necessariamente possui algum transtorno mental? Não. Significa que o transtorno pode ser um agente influenciador para a tomada de atitude, mas que ele não é a principal razão para a efetivação do ato. Existem muitas pessoas que praticaram o suicídio sem haver quaisquer tipo de transtorno psicológico.

“Quem fala que quer cometer suicídio não o faz, quem quer faz calado.”

Isso não é fato, visto que a cada 10 pessoas que se suicidaram, 08 haviam comunicado a alguém– família, amigos (OMS). Geralmente a pessoa que é comunicada não acredita que o outro fará o ato e acaba ignorando, porém, quando a pessoa realiza o que havia planejado, não há mais o que fazer. É comum que essas pessoas forneçam sinais com falas como “não adianta mais ficar nessa vida, já cansei”; “eu não posso fazer mais nada, não tenho saída…”. E o que fazer diante disso?

Se não souber o que dizer, apenas diga que a pessoa não está sozinha: que você se importa com ela. Nem sempre ela precisa de um conselho (até porque se conselho fosse bom não seria dado…), muitas vezes ela necessita de um abraço, de sentir-se visualizada por alguém. Caso a ocasião permita, converse com ela e depois sugira acompanhamento profissional – psiquiatra, psicólogo – os quais forem necessários.

E se não der certo, a culpa foi minha? Não dei as orientações corretas?

Não. Em muitos casos a pessoa que quer cometer o suicídio já escolheu isso: a escolha foi dela. Ainda que por um impulso, ela decidiu por si mesma. Você, muito provavelmente, tentou desempenhar seu melhor no momento em que ofereceu ajuda, por isso, por mais difícil que seja, não se culpe. Nesses casos é importante oferecermos apoio emocional para os familiares e amigos que ficam, pois este momento é bastante difícil para eles.

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano mais de 800 mil pessoas cometem suicídio, o que corresponde a uma morte a cada quarenta segundos. Para cada suicídio existem muitas outras tentativas de suicídio que são realizadas a cada ano. Mas afinal, o que faz com que o indivíduo tenha o desejo de morrer?

Não há como estipular um motivo específico, porém, alguns estudos trazem certos agravantes que podem contribuir nessa questão, como transtornos mentais sem acompanhamento/tratamento, histórico de suicídio na família, quando há um sofrimento iminente e constante sem suporte emocional, dentre outros. O suicídio é decorrente de um conjunto de fatores, e não cabe a nós tentar descobrir os motivos pelo qual o outro decidiu cometê-lo, em respeito a ele, e à família.

Como identificar um comportamento suicida?

O sujeito que quer cometer suicídio geralmente avisa, mesmo que de forma direta ou indireta. Frases como: “Eu não estarei aqui no próximo ano”, “Esta é minha última vez aqui”, “Você não me verá aqui de novo”, “Eu não posso mais aguentar”, entre outras, são maneiras de tentar alertar a família/amigos de que o sujeito não quer mais viver, mas nem sempre são ouvidos. Geralmente essas falas são encaradas como “brincadeiras” ou até mesmo ironias, e acabam sendo deixadas de lado, e quando o fato ocorre, as pessoas se dão conta de que era um aviso.

E então, o que eu faço?

Se importe. Ao perceber alguns desses sinais de alerta, tente conversar com a pessoa, pergunte como ela está e busque ouvi-la. Caso ela estiver decidida a cometer o suicídio, entre em contato com algum familiar e peça suporte: nesses casos é indispensável o acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Em uma sociedade onde o sentir é menosprezado e torna-se necessário manter uma imagem de vida perfeita, saúde perfeita e status social elevado, é necessário apoiar-nos uns aos outros para que nossa saúde mental esteja em primeiro lugar: é isso que importa.

Atualmente, temos alguns órgãos de apoio emocional: um deles é o Centro de Valorização da Vida – CVV com o número 188, é nacional e a ligação é gratuita! Segundo o Ministério da Saúde, ainda temos o CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde), UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro e Hospitais. Já existe uma rede de apoio amparada para isso, portanto, se você quer buscar ajuda, podes procurar alguns desses órgãos.

Cuide-se! É de sua saúde emocional em que estamos falando. Falar sempre é a melhor solução!

Participe conosco! Caso tenhas alguma dúvida ou sugestão, fique à vontade para entrar em contato pelo e-mail gihh_b@hotmail.com. Receberei com afeto! Abraço fraterno!

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Fique atento nas redes sociais pelo @cuidarclinicasintegradas! Esperamos por você!

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