Colunistas

Panorama econômico

  • O crescimento da economia mundial segundo o FMI deve ficar na faixa dos 2,6% em 2019. A estimativa foi rebaixada devido ao fraco desempenho de alguns países europeus e da diminuição do ritmo Chinês.
  • Em relação ao PIB, os Estados Unidos devem crescer 3% ao ano em 2019, acima da média de crescimento mundial, com uma taxa de desemprego na casa dos 3% e inflação muito baixa. Ao contrário do que era esperado, o Federal Reserve (Banco Central Norte Americano) pode baixar a taxa de juros dos Treasuries em breve.
  • Por aqui, a previsão de crescimento do PIB foi rebaixada novamente, passando  de 2,3% em janeiro para 1,1% em maio, mas com alguns analistas de mercado falando que pode ser rebaixada novamente caso não haja rapidamente o destravamento da economia com a aprovação da reforma da previdência e outras medidas de estímulo ao crescimento econômico.
  • A balança comercial brasileira, apesar de tudo, continua com saldo positivo de 16,3 bilhões de dólares no acumulado de janeiro a abril. O número é 10,8% menor que o acumulado no mesmo período do ano de 2018 e já dá indícios de preocupação aos exportadores.
  • Devido aos surtos de gripe aviária e peste suína ocorrendo em alguns países da Ásia, há um aumento da demanda de carnes de frango e suínos dos frigoríficos brasileiros. Isso traz boas perspectivas para o desempenho do setor do agronegócio catarinense e regional.
  • A inflação acumulada pelo IPCA nos de janeiro a abril está em 2,09% enquanto que nos últimos 12 meses acumula 4,94% ficando ligeiramente acima do centro da meta estipulada pelo Banco
    Central do Brasil que é de 4,25% ao ano, com previsão de regredir até 4,2% até o final do ano
  • O dólar continua muito forte no mundo todo. Por aqui está batendo a casa dos 4,05. Os exportadores agradecem, mas os importadores são duramente penalizados por esta taxa de câmbio.

Finanças pessoais e mercado financeiro

  • A grande dúvida de todos os poupadores é sempre a mesma: EM QUE INVESTIR?
  • Antes de investir devemos buscar algumas informações sobre o investimento pretendido.
  • A primeira informação a buscar é se o investimento pretendido tem cobertura do FGC – Fundo Garantidor de Crédito, o qual dá cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF por instituição financeira ou conglomerado financeiro, até o limite de R$ 1.000.000,00 em contas entre todas as demais instituições. Dúvidas sobre o FGC, clique no link https://www.fgc.org.br/ para maior detalhamento.
  • – A segunda informação deve ser sobre o prazo de investimento. Alguns investimentos permitem resgate a qualquer momento, outros só permitem o resgate na data do vencimento. Analise bem, pois isso pode se transformar em uma dor de cabeça na hora que você precisar do dinheiro.
  • A terceira informação, deve ser sobre a rentabilidade do ativo desejado. Veja se a taxa ofertada é líquida ou bruta. Se for bruta tem que descontar imposto de renda e isso pode significar de 22,5% a 15% dos ganhos obtidos.
  • A quarta informação é diversificar as fontes de remuneração do capital investido. Compre alguns ativos indexado em CDI, outros indexados em inflação mais um percentual de ganho real, outros indexados em taxa SELIC e outros ainda indexados em variação cambial. Assim não estará correndo risco em apenas um tipo de remuneração.
  • Depois de respondidas estas perguntas, você já tem condições de comparar entre os investimentos oferecidos, para ver qual deles apresenta as melhores condições de investimento para o seu perfil. Bons investimentos a todos.
  • Mudando de assunto, a Bolsa de Valores depois de bater o recorde de 100 mil pontos em abril, está recuando aos níveis dos 90 mil pontos devido às incertezas quanto as reformas necessárias para o crescimento da economia. O mercado precifica tudo o que acontece.

DICAS SOBRE INVESTIMENTOS E RENTABILIDADE

  • A caderneta de poupança tem seu rendimento atrelado à taxa de juros SELIC. Quando a SELIC estiver acima de 8,5% ao ano, a caderneta de poupança pagará 0,5% ao mês + a TR (Taxa Referencial) que está em 0% desde há algum tempo.
  • Quando a SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano, pagará 70% deste valor. Hoje a SELIC está em 6,5% ao ano. Isso significa que a poupança rende hoje 4,55% ao ano aproximadamente. Em contrapartida, a inflação anualizada está no momento em 4,94%.
  • Então, quando aplicamos nossas reservas em caderneta de poupança, na maioria das vezes não conseguimos sequer repor a desvalorização do dinheiro causada pela inflação.

Por isso, devemos tomar cuidado e pesquisar outras formas de investimentos. Na próxima publicação passarei algumas alternativas de investimentos mais rentáveis. Abraço a todos.

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