Artigo

A Importância da Família na Vida Escolar dos Filhos: Especial volta às aulas

Por Giovana Colombo Baroni – Psicóloga CRP 12/17683

Família ê, Família ah, Família… De vários tipos, arranjos e estilos, a família vem mudando suas concepções ao longo dos tempos. Podemos dizer que a família é o primeiro contato social do bebê, é um grupo de pessoas (ou uma pessoa) que ensina, aos poucos, como as coisas são: o que pode ou não pode, o que faz bem ou não, e isso vai direcionando a criança sobre como funciona esse mundo fora do útero.

Lembra-se que os ensinamentos repassados para os filhos variam de cultura para cultura, lugar onde mora, tradições familiares, além de ter variáveis como as crenças, por exemplo. Por isso a família é essencial, não apenas na educação, mas no desenvolvimento infantil como um todo. E então, a criança cresce e inicia sua vida escolar, e o que antes era contato apenas familiar ou com grupos de amigos, acaba por ser um contato maior com o mundo: a escola. Como será que é esse universo de pessoas de culturas, jeitos, e pensamentos diferentes?

Ao adentrar na vida escolar a criança necessita de um amparo ainda maior, pois precisa lidar com seus próprios valores – que vão sendo adquiridos no ambiente familiar – e com os valores de vários colegas, funcionários, professores, direção: é muita gente diferente para obedecer. Sem falar na aprendizagem, que são várias novidades que precisam ser armazenadas na memória, exigindo certo esforço do pequeno. Mas o que isso tem a ver com os familiares?

Preciso deixar claro aqui que quando me refiro a família/familiares, falo acerca dos responsáveis pela criança – que são as pessoas com contato mais próximo do pequeno.

A vida escolar começa lá na creche. Mas na creche? Sim. Lá eles começam a aprender a respeitar o outro, a dividir os brinquedos, a respeitar os horários (claro que de acordo com a idade de cada criança) e é bacana que os pais incentivem, estimulem e valorizem e comemorem as conquistas dos filhos – desde o desfralde, o momento de deixar o bico e as etapas que ele vai alcançando perante o seu desenvolvimento.

Já no ambiente escolar formal, o local em que são apresentados à criança conteúdos em que ela ainda não conhecia e que precisa manter-se atenta, concentrada, e saiba respeitar seus coleguinhas, ocorrem as estimulações de estudo. Aqui é importante frisar que cada criança possui um ritmo de aprendizagem, e que essa velocidade precisa ser respeitada.

Mas no que os familiares podem influenciar neste momento?

Verificar como está o comportamento da criança, acompanhar sua rotina de estudos e auxiliar nas tarefas – não é fazer pela criança, mas sim acompanhar e estimular que ela tenha autonomia para fazê-lo sozinha  aos poucos – , questionar como foi o dia na escola e mostrar a ela a importância de estudar e de estar no ambiente escolar. Vale ressaltar que a socialização com os demais integrantes do contexto escolar proporciona várias experiências à criança, como por exemplo, a construção de vínculos de amizade com os coleguinhas.

Há ainda os alunos que já passaram pelos seus primeiros dias de aula, e que são maiores. Estes já possuem sua autonomia, fazem suas tarefas de casa sozinhos e estudam para a prova. Possuem seus círculos de amizade e conseguem lidar com a equipe escolar. O acompanhamento escolar também se faz importante aqui. Estimulação e orientação, sendo que a vida escolar dura por vários anos e a cada ano surgem diversos desafios a serem enfrentados.

É bacana possuir ainda, um contato direto com a escola a fim de ter o conhecimento de como ocorre o desempenho escolar da criança/adolescente, como funcionam suas relações dentro do ambiente escolar e como funciona a relação com os professores, ao lembrar que os valores devem ser repassados pela família e a escola possui o papel de educadora – estimular a aprendizagem.

Como citado anteriormente, cada educando possui um ritmo de aprendizagem e por isso é importante o acompanhamento familiar. Muitas vezes, não aprender no mesmo ritmo que as outras crianças pode gerar frustração, insegurança, e sentimentos de inferioridade, o que pode ser amenizado com diálogo e estimulação frente a estes desafios. Nem sempre a criança terá, por exemplo, as mesmas condições de vida que os colegas, e isso pode refletir em suas atitudes e em seu desempenho escolar. Por isso, além da família, a escola deve estar preparada para lidar com os indivíduos que chegam na escola e que necessitam desse suporte maior.

Diferenças, desafios, aprendizagens. São constantes oscilações que fazem parte da vida do ser humano, que vem sido internalizadas desde a vida escolar. Familiares, alunos, funcionários, professores, e direção fazem parte da vida escolar da criança e do adolescente e que para isso necessitam de uma parceria em conjunto para que a vida escolar ocorra como uma experiência de crescimento para o estudante.

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