Colunistas Giovana Baroni

Você estaciona o carro ou segue viagem?

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Imagine a seguinte situação: você está guiando o carro, e ele começa a apresentar um barulho estranho. Esse barulho é incessante, e continua sem parar: o que você faz? Estaciona no acostamento para ver o que está acontecendo, ou segue viagem para ver no que vai dar?

É bastante comum o fato de estarmos tão concentrados em outras coisas, que nem percebemos o ruído vindo do carro. Boletos, relatórios, rotina do dia a dia, obrigações e afins nos tiram a atenção de forma frequente e nos fazem viver no automático: mais rápido, funcional e sem sentir tanto. Muitas vezes os ruídos não vêm do carro, eles vêm de nós: uma dorzinha de cabeça, palpitação no peito, sudorese excessiva, e o que você faz? Para e visualiza o que está acontecendo, ou segue viagem?

Independente da sua resposta, da sua situação e/ou pensamento sobre isso: já te adianto que toda escolha possui sua consequência, seja ela benéfica ou conflituosa. Os problemas da vida só podem ser resolvidos quando olhamos para eles: verificamos o que precisa ser modificado, e modificamos. Sejam problemas pontuais, relacionais ou internos. O primeiro passo é a aceitação.

É cada vez mais comum o fato de vivermos no automático (sim, no plural, pois também vivo no mesmo planeta que você!) e isso nos impede de visualizar o que está acontecendo de fato: muitas vezes enxergamos apenas o que conseguimos enxergar, e cada pessoa possui uma “lente” específica. Algumas visualizam as coisas boas, são conhecidas como positivas, e algumas visualizam apenas o negativo, que são conhecidas como pessimistas. Tem também, as realistas: aquelas que visualizam as coisas como elas são: nem boas, e nem ruins – apenas são.

Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar falando sobre carro, sobre lente, e sobre a vida: mas vim te perguntar uma coisa – tens escutado os ruídos do teu corpo? O quão tens colocado consciência em ti?

Muitas vezes nos deixamos de lado para vivenciar o que os outros querem que vivenciamos, escolher as escolhas dos outros, anestesiar o que é difícil de sentir. Errado? Não sei. Saudável? Depende da intensidade, ponto de vista e no que você acredita. Mas… voltando a história do carro: se você parar no momento em que percebeu o ruído, pode ser algo pequeno, que logo se resolve, como um pneu furado. Mas se você segue viagem, ignora aquele sinal e continua na mesma velocidade o problema pode se agravar e você demorar muito mais tempo para concertar, além dos custos extras.

Isso também acontece com a nossa saúde. E aí, quando o seu corpo emite sinais, você estaciona ou segue viagem?

Fica a reflexão!

Grande abraço!

Participe conosco! Envie suas dúvidas ou sugestões para o e-mail gihh_b@hotmail.com Fico à disposição também no Instagram: @psicologagiovanacbaroni

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