Giovana Colombo Baroni – Psicóloga CRP 12/17683

Já é sabido que a alimentação possui grande relação com as questões emocionais, principalmente quando se tratam de distúrbios alimentares, não é mesmo? Anorexia, Bulimia, Vigorexia, Compulsão Alimentar, dentre outros. Se formos avaliar, estão amplamente ligados em questões psicológicas e que devem ser avaliados com cuidado e de forma individual.

Reforço a fala de avaliação individual pelo fato de que hoje, cada vez mais as pessoas utilizam a internet como forma de buscar soluções para seus problemas de saúde, sendo que não é o mais indicado, visto que na internet há informações gerais e muitas vezes equivocadas, sendo que você é um ser único e deve ser olhado como tal por um profissional.

Isso normalmente está relacionado a problemas físicos e psicológicos, trata-se da sua saúde como um todo. Porém, hoje vamos conversar brevemente sobre a compulsão alimentar: um distúrbio alimentar que acomete milhares de pessoas, sendo que estas buscam, muitas vezes, dietas milagrosas, restrições alimentares, e ao não perceberem resultados: comem mais. Porém, este comer não é físico: a fome não é física, mas sim, emocional.

A fome física é caracterizada por surgir de forma gradativa, sem desejo de alimentos específicos, geralmente acompanhada por uma sensação no abdômen, conhecida como “barriga roncando” e que sinaliza que o corpo está pedindo alimento. Já a fome emocional, aparece “do nada”, geralmente esse desejo é por alimentos específicos, sendo que o indivíduo perde a noção de saciedade e come até “passar mal”. A fome emocional provoca o comportamento de comer mais vezes ao dia do que o necessário, e geralmente essas refeições são em grande quantidade.

Os distúrbios alimentares surgem, geralmente, diante da fome emocional, como por exemplo, a compulsão alimentar, que possui sintomas como:

  • Dificuldade de parar de comer ou controlar o que está comendo;
  •  Alimentar-se com grandes quantidades de alimentos rapidamente;
  •  Comer mesmo que esteja saciado (fisicamente);
  • Esconder ou guardar alimentos para comer escondido;
  • Fazer várias dietas diferentes;
  • Comer de forma contínua durante o dia, sem horários de refeições planejadas.

Como citado anteriormente, esses sintomas precisam estar aliados a outros fatores para o fechamento de um diagnóstico clínico. Para um tratamento eficaz é indispensável o acompanhamento psicológico e psiquiátrico, sendo papel da psicologia avaliar o que está gerando a compulsão e as raízes deste distúrbio, e a psiquiatria auxilia com medicamentos para amenizar os sintomas – sendo que cada indivíduo deve utilizar medicações de acordo com seu quadro clínico.

“Vários são os motivos que desencadeiam a compulsão alimentar – transtorno psiquiátrico que atinge 5% da população mundial, podendo desencadear várias patologias orgânicas, entre elas a hipertensão e a obesidade. Costuma ocorrer mais em mulheres (60%), mas a presença em homens (40%) é maior do que dos outros distúrbios alimentares, de acordo com publicação do Hospital Sírio-Libanês.” (Hospital Sírio-Libanês)

São multifatores que podem desencadear a compulsão alimentar, por isso a avaliação do quadro e tratamento deve ser feita de forma individual, de acordo com cada caso. Ela pode estar associada a outras patologias, como a ansiedade, por exemplo.

Um comer saudável é aquele que respeita a fome física. Não há nada de errado ter desejos de alimentos específicos, ou alguns dias aleatórios comer um pouco além – a questão é a frequência e intensidade com que esses comportamentos ocorrem, quando tornam-se uma necessidade é preciso ficar em alerta.

Não hesite em buscar profissionais da área da saúde que possam lhe auxiliar, lembre-se de que é da sua saúde que estamos falando. Cuide-se!

E se precisar conversar, fico à disposição.

E você, vive para comer ou come para viver?

Abraço fraterno!

Participe conosco! Envie suas dúvidas ou sugestõs para o e-mail gihh_b@hotmail.com Fico à disposição também no Instagram: @psicologagiovanacbaroni