Tchau, Miro
Colunistas Hieron Borba

Tchau, Miro

Nossa comunidade perdeu no último sábado um do seu mais conhecido membro. Falo de Ademir José Gava. O Miro, como era conhecido por todos, teve uma atuação marcante em nosso meio sendo na sua juventude um dos mais destacados atletas do antigo Metropolitano se destacando por sua técnica e pela força de seu chute. Também como professor de Educação Física esteve à frente das equipes de Nova Veneza em várias edições do Moleque Bom de Bola e Jogos Estudantis.

Em sua vida pessoal foi sempre cercado de inúmeros amigos e exemplo de esposo, pai e avô amoroso. Combateu o bom combate e cumpriu sua missão nesta jornada terrestre. De certo agora o Charles Grandi já está lá em cima lhe esperando para uma canastrinha!

Esportividades

Enquanto o Covid permite, a atividade esportiva está retornando em nossos campos e ginásios.  É interessante notar como vários grupos ocupam os horários nestes locais e destaque especial para as mulheres que ocupam cada vez mais espaços.

Temos também a turma da pelada das sete horas de segunda, a Desatlética nas quartas e sextas, os Amigos do Prof. Nelson nas terças de Suíço ( onde a principal atração é a terrível disputa entre o Neno e o Leandro Ghislandi sendo que o mais impressionante é que são do mesmo time… parece que  para a próxima terça já estão pensado até em cobrar ingresso..) e temos também nas terças e quintas a presença no Futsal  já desde muitos anos da Turma da Parceria (os companheiros do Danilo iniciaram esta fase com várias derrotas seguidas e agora  com a dispensa por insuficiência técnica do goleiro( eu mesmo kkk ) e a volta do Kiki  já estão se recuperando e deixaram a zona de rebaixamento. São atividades que socializam e alegram a vida dos participantes além de uma atividade física essencial para a saúde (mens sana in corpore sano…).

Já pelos lados do Metropolitano, reiniciaram as atividades com a realização de jogos treinos e   amistosos que servem não só para preparar a equipe, mas também para unir   o grupo. Foi ventilada inclusive uma partida amistosa contra o Próspera que ainda poderá ser efetivada no futuro.  

Curioso foi o comentário que ouvi de alguns participantes da torcida – ultra fanática dos vermelhos:  Aí Jesus, o Neguinho saiu do Caravaggio … ele não, ele não … não deixem voltar….  mas parece que o Neguinho tem outros planos que não incluem participação nem   no Carava nem no Metro, iniciando um projeto de apoio a outra equipe participante da Larm.

Enquanto isso no Caravaggio a boa notícia se refere a conclusão das obras da sua sede social.

E a grande notícia de nosso esporte é, sem dúvida, a contratação da velocista Ana Cláudia Lemos para disputar várias competições de Atletismo por Nova Veneza seja em âmbito municipal, estadual e nacional. Ana Cláudia é atleta olímpica e será importante não só para a obtenção de resultados expressivos, mas principalmente para servir de exemplo e “espelho” para   os jovens atletas.  Se a pandemia permitir a realização do Clássico da Polenta neste ano quem sabe uma prova de exibição da Ana no intervalo do jogo seria muito legal.

Praça Natale Coral

À trezentos anos atrás um dos meus programas preferidos na velha TV em preto e branco (tinha que ligar meia hora antes para esquentar a válvula …) era o Rin tim tim. A ação se passava no Forte Apache e lembro do Cabo Rusti, do Tenente Rip Masters e do velho sargento.

 E na luta destes soldados contra os “ferozes e sanguinários selvagens” eu vibrava e torcia pelos heróis brancos. Passaram se muitos anos e comecei a perceber aos poucos que os povos da América do Norte (Apaches, Comanches, Siox, Navajos, e muitos outros), vivam desde sempre na imensidão das pradarias e em completa harmonia com a natureza.

Se formos ser imparciais e coerentes a Verdade clara e cristalina é que toda esta civilização foi despojada de suas terras e da sua vida, totalmente destroçada pelos “heróis brancos”.   Mais antigamente também tivemos episódios semelhantes no México com Hernan Cortez destroçando os Astecas e Francisco Pizarro aniquilando o Império Inca no Peru.

Teríamos ainda que lembrar ainda outras chagas de nossa “civilização dita cristã” como  a vergonha  da Escravidão, a Inquisição e a Cruzada Albigenense ( pelo ano de 1.200 foi a  cruzada contra os Catáros no Sul da França que eram uma seita com atitudes e sentimentos  mais “ puros” em relação aos ensinamentos cristãos e que foram destruídos com requintes de crueldade e violência inimagináveis pelos cruzados numa associação do Papa e do Rei  da França ) citando ainda a conquista e exploração desumana da África pelos europeus.

Cumpre salientar que como diz a frase famosa: “A História é escrita pelos vencedores”.      Toda esta introdução me serve para situarmos as nossas circunstâncias paroquiais dentro desta mesma perspectiva.

O Brasil não fugiu a estes acontecimentos de conquista e exploração de recursos desde seu descobrimento e aqui também as grandes nações indígenas como Tupi, Guarani, Aimoré, Jé, Xoglen e tantos outros foram reduzidos a miseráveis reservas indígenas com alguns poucos indivíduos fadados na maioria das vezes a pobreza e a ignorância.   

Neste quadro aqui na nossa querida Nova Veneza a chegada dos imigrantes italianos também resultou em episódios semelhantes como não poderia deixar de ser. Afinal os italianos adentraram na mata virgem, habitat natural dos ameríndios e o confronto foi inevitável dentro da cultura e condições daquela época.

Os valores e os métodos eram outros e a possibilidade de integração entre as duas culturas era nenhuma.  Pois bem, naqueles tempos um dos destaques da colonização foi Natale Coral que se notabilizou por sua grande participação na demarcação das terras da então colônia como exímio agrimensor que foi além de patriarca de numerosa família.

Sendo assim esta discussão sobre batizar a praça com o nome de NataleCoral torna-se  uma daquelas em que os dois lados tem razão com os descendentes dos indígenas e alguns historiadores lamentando esta honraria para alguém que enfiava orelhas dos “bugres” ( homens, mulheres e crianças ) num cordão para que fossem contados e com os seus descendentes e admiradores acreditando ser uma justa e merecida homenagem a aquele que com muita luta contribuiu efetivamente para a fixação da colônia sendo lembrado então como:  Agrimensor Natale Coral.

Aroldinho em combustão espontânea

Por esta eu não esperava. Foi com surpresa que fiquei sabendo do conflito interno tucano entre o vereador Aroldo Frigo Jr e o comando do partido.  Eu tinha a impressão que o Aroldo seria “a bola da vez” nas pretensões tucanas para a sucessão do multi-prefeito Rogério Frigo brandindo a bandeira da renovação e que também seria indicado para a disputa para deputado estadual em 2022. 

Agora a curiosidade de todos é saber se esta saída realmente se efetivará ou os “bombeiros” do PSDB conseguirão apagar o incêndio interno. Se a saída se efetivar realmente aí poderemos constatar como será o peso político do Aroldinho em voo solo. Uns dizem que o sucesso dele nas campanhas municipais foram resultados de seu desempenho e da força que o partido deu a ele e outros afirmam que ele levará junto sua expressiva votação.

É esperar para ver ( soube que nas conversas pelos barzinhos dos Postos de Gasolina locais já é especulada a chapa Angela e Aroldinho  para as próximas disputas para prefeito mas acredito que esta intenção esbarra na distribuição geográfica..).

Suzan Bortoluzzi Brogni 

Quando cheguei em Nova Veneza conheci a Dona Herondina Bortoluzzi; era uma mulher de personalidade forte e decidida com participação e influência na sua comunidade inclusive no tocante a vida política. E a sua filha Suzan herdou muitas destas características maternas e fez  sua vida se impregnar de Nova Veneza de tal forma seja no Esporte como memorável Professora de Educação Física, seja como coreógrafa e comandante do Grupo Folclórico Itálo Brasileiro em suas inúmeras conquistas estaduais e nacionais e ultimamente como Secretária da Cultura.

É inegável que nesta última atividade a Suzan foi fundamental para a transformação de nossa cidade num polo regional de cultura, turismo e gastronomia se destacando expressiva e incontestavelmente dentro de todas as cidades do sul catarinense. ´

E só sair as ruas num final de semana qualquer e contestar isto.  As iniciativas da Suzan e a adesão e grande participação dos empresários e de grande parte da população nos transformaram realmente na “Pequena Gramado”. 

Sendo assim só resta agradecer a ela por tanta coisa boa que proporcionou aos neovenezianos e desejar muuita luz nos seus futuros caminhos. “GRAZIE SUZAN  “

Agora a Secretaria de Cultura estará sob o comando da Psicóloga Carolina Ghislandi que sem dúvida tem muitas qualidades e vivência nestas atividades e para quem desejamos sucesso e muitas realizações.

P.S. : preciso retificar um informação errada que passei na última coluna: a Pauline Aléssio  não é advogada mas sim bacharel em direito ( desculpe a nossa falha, Pauline ).

– “ Bobicinha terminante ”  :  

“Pássaros criados em gaiola acreditam que voar é uma doença “.                                                               Alejandro Jodorowsky  

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