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Sessentei

Há dez anos escrevi um texto “A mulher de 50 anos” onde contei um pouquinho de mim e de como batalhei para superar obstáculos que toda caminhada exige. Venci muitos, nem todos, porque do contrário a vida perderia um pouco a graça.

Os obstáculos existem para ajudar no crescimento pessoal e sinto muito orgulho de mim mesma por ter sido tão valente e persistente nos meus sonhos.

Nestes dez anos que se passaram percorri caminhos diferentes, mas não menos pedregosos; claro que com mais experiência e cada vez mais “teimosa”.

Meu corpo sofreu mudanças, ficou mais flácido, as “juntas” já doem, rugas apareceram no rosto e o famoso “bigode chinês” está bem mais perceptível. Mas a “cabeça” gente, está graças a Deus muito boa ainda.

Enfrentei mais uma vez os bancos escolares nos dois últimos anos para aprender mais um pouquinho, mas penso que agora chega de estudar. Será? Já parei de trabalhar também, estou aguardando minha aposentadoria depois de 31 anos de dedicação ao Magistério.

Estou curtindo uma nova fase da vida, com netos, aposentada, sem compromissos, participando de Clube de Mães – por sinal uma atividade bem diferente do que estava acostumada a fazer – e aceitando a todos os convites sejam para passear ou jogar cartas com amigos. Que beleza! Como dizia o Ângelo Moro.

Acredito que muitos de vocês estão se “encaixando” nesta minha rotina e espero que compartilhando dos mesmos sentimentos de orgulho, alegria pela vida, satisfação pessoal, preguiça (não confunda com depressão) e tantas outras emoções que só quem tem sessenta anos pode sentir.

Ainda me sinto perua do mesmo jeito como me sentia há dez anos. Gosto de colar, pulseiras, salto alto (nada de rasteirinha), roupas coloridas e curto meus cabelos crespos. Esta sou eu.

Os mais jovens devem estar rindo de mim porque ser velho neste país não é nada bom. Ainda não absorvemos a ideia de que o Brasil está deixando de ser uma nação jovem. Mas sobre este assunto vamos discutir mais tarde.

Vamos aproveitar a vida e realizar sonhos até o último dia de nossas vidas, como fiz no mês passado: aprender a nadar.

Vamos ver o que a Margarete estará aprontando daqui dez anos, até lá!

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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