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Série B vem aí e o Criciúma ainda não foi testado

eduardo-madeira
Vitae

Depois de quase quatro meses de um arrastado Campeonato Catarinense, marcado por públicos baixos e jogos de qualidade técnica tão pequena quanto, enfim chegamos ao que interessa no futebol nacional: o Campeonato Brasileiro.

Para o Criciúma, evidentemente, o foco vai para a Série B, que começará na sexta, 13, às 20h30, contra o Atlético (GO), em Goiânia. Apesar de ter encerrado o Estadual em alta, com seis jogos invencibilidade e a melhor campanha do 2º turno, o Tigre chega para a segunda divisão com um enorme ponto de interrogação e a incerteza de ainda não ter sido testado em bom nível desde a chegada de Argel Fucks ao comando técnico.

As vitórias sobre Avaí e Joinville podem até serem citadas como contraponto, mas fica inviável considerar os dois jogos como “testes” visando a Série B se considerarmos que o Leão da Ilha pouco se interessava no campeonato quando encarou o Tigre, enquanto o tricolor do Norte vem em processo de reestruturação de elenco e comissão técnica desde que teve confirmada sua permanência na primeira divisão estadual.

Tendo em vista o baixo nível técnico do Campeonato Catarinense, fica difícil estimar em qual patamar o Criciúma se encontra, ainda mais se observarmos que a Série B deste ano terá perfil diferente de outras temporadas. Neste ano, por exemplo, não teremos um time de massa, como foram Botafogo, Vasco e Internacional em edições anteriores, colocando, então, os candidatos ao acesso em condições mais iguais.

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Somado a isso, algumas equipes que poderíamos colocar como favoritas vem tendo início de ano confuso, como a Ponte Preta (apesar de campeã do interior no Paulistão, tem incríveis sete gols marcados em 16 jogos na temporada), Coritiba (venceu dois dos últimos dez jogos e já acumula eliminação na Copa do Brasil) e o próprio Atlético (GO), adversário da estreia (eliminado precocemente no Campeonato Goiano).

Como apostar em qualquer uma dessas equipes? E como cravar que o Criciúma fará frente ou não a eles?

Nesse cenário confuso, alguns times como o Oeste, de Roberto Cavalo, despontam como potenciais surpresas, tendo em vista a manutenção de um trabalho que vem dando certo. Goiás e Fortaleza, equipes de maiores torcidas e tradições, chegam com bons desempenhos nos estaduais, mas que agora precisarão se provar em nível mais elevado.

Em suma, é uma Série B de difícil projeção. Times do porte do Tigre procuram se alinhar e encontrar o rumo às vésperas da estreia, todos buscando não se enganar com o que fizeram (ou deixaram de fazer) em seus respectivos estaduais. No fundo, será uma temporada de interrogação, de muitas perguntas e críticas – descabidas ou pertinentes. Só o andamento da segundona nos dirá qual o real potencial do time de Argel no campeonato que realmente importa no ano.

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