Giovana Colombo Baroni- Psicóloga CRP 12/17683

E hoje, gostaria de dividir com você algumas reflexões e informações sobre esta temática de tamanha relevância. A paternidade também é extremamente importante e provavelmente falaremos dela em um outro momento, ok?

No momento da concepção, o corpo da mulher já inicia uma série de transformações fisiológicas a fim de abrigar o feto da melhor forma possível, com o objetivo que ele se desenvolva de forma sadia. Ao encontrar-se gestante, a mulher passa ainda, por modificações psicológicas, hormonais, sociais e físicas. As transformações físicas são as mais evidentes visualmente: mês a mês a barriga vai crescendo, os pés vão inchando e a mamãe segue abrigando seu pequeno.

Quando falamos em modificações hormonais, se diz respeito à toda parte hormonal da gestante, que possuem o papel de manterem o bebê saudável. Já nas modificações psicológicas, chegam muitas preocupações, medos, expectativas (será que vai ser menino ou menina? Será que vai seguir qual profissão? Vai ter os olhos iguais aos meus? Entre tantos outros questionamentos que surgem.), desejos e maneira de visualizar a realidade de vida.

Por fim, falamos das questões sociais. A mulher ganha um papel gigante: o papel de mãe. Aquela que cuida, abriga, protege. Deixo claro que não estou, em nenhum momento, desmerecendo os papais, ok? Apenas estou dando foco ao tema das mamães neste momento. Mas a mãe adquire este novo papel que lhe pede grande esforço para ser desempenhado.

Muitas mãe colocam que a maternidade é maravilhosa, que gostariam de ter vários filhos, que a experiência é magnífica. Outras, dizem que sofreram na sua gestação, que passaram por questões difíceis e que preferem ficar apenas com um ou dois filhos. Outras ainda dizem que foi uma experiência mediana, e que pretendem pensar se ainda querem ter filhos. Há ainda, aquelas mulheres que não desejam ter filhos. E está tudo bem, cada uma possuiu uma experiência diferente, em uma realidade de vida particular, e possui o direito de escolher sobre o que quer para si.

Porém, a sociedade como um todo, muitas vezes coloca a maternidade apenas como algo cor-de-rosa: lindo, magnífico, com sorrisos abertos e tranquilidade. Mamães, me ajudem – são apenas momentos bons? Até quando os filhos ficam doentinhos? Até quando você não sabe o que fazer?

O fato é que a maternidade real é algo bastante difícil, e que as mães precisam de uma rede de apoio – os papais, dindos, tios, avós, amigos – pessoas próximas que a auxiliem nesse momento de modificações, de transições e de adaptação do bebê em casa. Mas ajudar é diferente de dizer o que a mãe precisa fazer o tempo todo. É bastante comum as mulheres reclamarem da família querer fazer o contrário das orientações médicas, o que gera estresse. Crenças antigas, por exemplo, que eram executadas há anos atrás e que hoje não são mais utilizadas.

É compreensível que queiram auxiliar, e está tudo bem! Mas é importante colocar-se no lugar da mamãe que está passando pela experiência da maternidade e ter paciência com ela. Ela também precisa de cuidados! Antes de ser mãe, ela é mulher. Precisa ter um tempo para si mesma, para cuidar de si.

Como já citei acima, as experiências de maternidade são muito particulares para cada mãe, e devemos respeitar isso. Porém, não devemos esquecer que antes de tudo elas são MULHERES. Que necessitam de afeto, precisam ser ouvidas e muitas vezes, acolhidas. Não existe manual de instrução para a maternidade, e por isso ela é construída por cada mamãe que a vivencia.

Com certeza esta etapa da vida envolve muito amor, carinho e cuidado da família com o bebê. É um momento único e insubstituível. Mas não esqueçam-se de cuidar das mamães. E mamães, cuidem-se! Vocês precisam estar bem para dar o melhor de si para si mesmas, e para o seu pequeno.

Um forte abraço!

Participe conosco! Caso tenhas alguma dúvida ou sugestão, fique à vontade para entrar em contato pelo e-mail gihh_b@hotmail.com. Receberei com afeto! Abraço fraterno!