Uma grande tempestade ameaça desabar e Casey não sabe se sua cabana alugada vai aguentar, além disso, tem uma árvore que parece que vai cair a qualquer momento perto da cabana e, dependendo do ângulo, ela pode não sobreviver. Assim começa A Intrusa, de Freida McFadden, mas Casey vive isolada, no meio do mato, e não tem escolha a não ser se proteger da melhor forma que encontrar para sobreviver ao que está por vir.
E então, de repente, ela vê uma pessoa na rua e fica assustada. Achou que era só sua imaginação, mas depois vê uma luz no depósito no quintal. Vai até lá e encontra uma garotinha indefesa, só que ela está suja de sangue, tem uma mochila e está com um canivete. E independente disso parece precisar de ajuda, estar fraca e com fome. Casey a leva para dentro de casa e a autora começa a narrativa de forma tensa e provocando muito a curiosidade. Com essa decisão, os problemas de Casey ficaram bem maiores.

Então, a partir desse momento, os capítulos são intercalados com antes e agora contando a história da menina que não conhece seu pai, tem problemas com a mãe acumuladora e sofre na escola.
Casey é adulta e está isolada porque foi demitida da escola onde trabalhava, sabe se cuidar porque seu pai ensinou muita coisa, mas traumas, medos e seu passado às vezes a assombram. A menina que parecia não confiar em ninguém também guarda um segredo. E onde está a ligação dessas duas? O que elas têm em comum?
Não dá para parar de ler esse livro. Duas histórias paralelas estão acontecendo, antes e agora. E em algum momento irão se unir e os segredos serão revelados. A Intrusa é um pouco perturbador, é doentio, é intenso. E cada personagem tenta viver da melhor forma que acha ser possível, mas não exatamente de forma correta.
A Intrusa, de Freida McFadden – 322 páginas.










