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🕒 Atualizado em 05/05 às 21h44

Quatro cientistas da Unesc seguem entre os mais influentes do mundo em ranking internacional

A produção científica desenvolvida na Unesc volta a ganhar destaque internacional. Quatro pesquisadores da Instituição permanecem no ranking da plataforma Research.com, que reúne os cientistas mais influentes do mundo em suas áreas de atuação.

Na edição mais recente, o professor Felipe Dal Pizzol aparece entre os destaques na área da Medicina, enquanto as professoras Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni figuram entre os principais nomes da Neurociência. O reconhecimento leva em conta o impacto das pesquisas desenvolvidas, especialmente a partir do número de citações dos trabalhos na comunidade científica.

No cenário nacional, Gislaine ocupa a 22ª posição na Neurociência, Samira está em 28º lugar e Josiane aparece na 58ª colocação. Já Dal Pizzol figura na 34ª posição entre os pesquisadores da Medicina no Brasil.

Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, a presença dos pesquisadores no ranking amplia o papel da Universidade como referência em ciência com impacto social.

“Esse resultado evidencia o papel da nossa Instituição como uma Universidade Comunitária comprometida com a vida e com o futuro das pessoas. São trabalhos que impactam vidas, orientam novos estudos e consolidam a Unesc como referência em produção científica de qualidade e compromisso social. É gratificante para uma Universidade comunitária como a nossa conquistar o reconhecimento internacional por meio do trabalho altamente qualificado dos nossos pesquisadores. São profissionais que escolheram a ciência como carreira e todas as conquistas representam o trabalho sério que realizam”, enfatiza Gisele.

“Compreendemos a ciência como um pilar essencial para o desenvolvimento do país. Investir em educação é, sobretudo, investir no futuro ao fortalecer o avanço científico e promover o desenvolvimento socioeconômico. É com esse compromisso que seguimos ampliando o conhecimento e contribuindo para a transformação de realidades”, afirma a reitora licenciada e secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta. 

Trabalho efetivo pensado de forma estratégica

Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Vanessa Moraes de Andrade, o resultado é reflexo de um trabalho coletivo e estratégico. “É um ranking que reúne as melhores instituições do mundo, o que valoriza ainda mais o trabalho e o comprometimento de uma Universidade como a nossa, Comunitária. Temos investido de forma consistente em ciência e pesquisa para promover o desenvolvimento e transformar realidades. Esse reconhecimento é reflexo da atuação dos nossos grandes pesquisadores. Estamos imensamente felizes com esse resultado”, comemora.

Desempenho institucional 

Ao todo, quatro cientistas da Unesc integram o ranking, somando 1.002 publicações científicas, média de 251 por pesquisador, e 44.879 citações, com média superior a 11 mil por nome.

No ranking geral, que avaliou 82 universidades brasileiras, a Unesc ocupa a 32ª posição. Entre as instituições comunitárias do país, está em 4º lugar, atrás apenas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRJ) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Em Santa Catarina, a Universidade aparece na 2ª colocação geral e é a única comunitária presente na lista.

Reconhecimento coletivo

Para Felipe Dal Pizzol, o reconhecimento representa uma conquista importante tanto no âmbito pessoal quanto profissional. O pesquisador ressalta que rankings como esse se baseiam em métricas que avaliam a relevância da produção científica, especialmente o número de citações, o que reflete a influência dos estudos no avanço do conhecimento.

Ele também destaca o simbolismo de dividir espaço com antigos professores e mentores. “Muitos deles eram referências quando eu ainda era estudante. Estar ao lado desses nomes torna esse reconhecimento ainda mais especial. Essa conquista é coletiva, resultado do apoio institucional e do trabalho conjunto com estudantes e colegas de pesquisa. Por isso, figurar ou manter a posição 34 entre os 59 pesquisadores brasileiros presentes no ranking é algo muito importante”, descreveu.

O ranking utiliza o índice H (H-index) como referência, ao medir a produtividade e o impacto dos cientistas com base no número de citações que seus artigos recebem. Ou seja, quanto mais um profissional é citado, maior é a influência do seu trabalho na comunidade científica e na construção de novos conhecimentos.

Mulheres destaque 

Na área da Neurociência, o destaque para três pesquisadoras da mesma instituição chama atenção. Para Samira Valvassori, o reconhecimento internacional é resultado de uma trajetória dedicada à ciência.

“É um reconhecimento muito importante. Não importa a posição, só de estar nesse ranking já é algo grande. Muitas vezes aqui no Brasil as pessoas reconhecem, mas é bom ver esse reconhecimento internacional também. Estou muito feliz”, conta.

Ela também celebra o fato de que três mulheres da Unesc integram a lista. “Acho este fato uma vitória para nós enquanto mulheres, pesquisadoras, e também para a Universidade, que investe e apoia. São trabalhos que impactam vidas, orientam novos estudos e consolidam a Unesc como referência em produção científica de qualidade e compromisso social. É um orgulho ver que nossos colegas são reconhecidos internacionalmente e que suas pesquisas fazem diferença real na vida das pessoas, na formação dos nossos estudantes e no avanço do conhecimento”, completa Samira.

A professora Gislaine Zilli Réus, que ocupa a 22ª posição no país, destaca que o reconhecimento vai além do desempenho individual. Conforme ela, esse tipo de reconhecimento reforça a relevância de investir continuamente em pesquisa, na formação de recursos humanos e na colaboração entre instituições. “Na área de neurociências, em especial, na qual os desafios são complexos e multidisciplinares, esse destaque contribui para fortalecer iniciativas que visam aprimorar a compreensão e o tratamento de condições psiquiátricas, incluindo a depressão, transtorno psiquiátrico que venho estudando ao longo dos anos. Receber essa classificação é um estímulo para seguir avançando, com rigor científico e compromisso social, na produção de conhecimento que possa gerar impacto real na vida das pessoas”, comentou Gislaine.

Já Josiane Budni celebra a permanência no ranking e reforça que a conquista é resultado de anos de dedicação à ciência. “Ficar na 58ª posição por dois anos consecutivos é um presente enorme da ciência. É o reconhecimento de que estou no caminho certo, fazendo o que amo e contribuindo, mesmo que de forma pequena, para algo maior. Meu trabalho é voltado ao envelhecimento e à doença de Alzheimer, buscando entender o cérebro e identificar fatores que possam reduzir riscos e promover uma vida mais saudável e com qualidade. Se ainda não temos a cura, podemos avançar na prevenção e no cuidado”, enfatizou ela.

Esse resultado, conforme Josiani, também representa a força da ciência feita no Brasil, especialmente em uma Universidade Comunitária do Sul de Santa Catarina. “Estamos mostrando sua força na pesquisa científica, e reforçamos a importância de produzirmos dados da nossa própria população. Tenho muita satisfação de fazer parte disso e, ainda mais, de integrar um programa de excelência, com três mulheres entre as 80 melhores neurocientistas do país. Isso mostra a força da mulher na ciência e o impacto do trabalho que estamos construindo, mesmo diante dos desafios”, complementou ela.

Metodologia e critérios do ranking 

A 5ª edição do Ranking dos Melhores Neurocientistas do Brasil, da Research.com, é construída principalmente com base em dados bibliométricos coletados de fontes renomadas e abrangentes, como OpenAlex e CrossRef, além de diversos outros repositórios de dados. Essas bases de dados fornecem metadados extensivos sobre publicações e citações, essenciais para uma avaliação precisa e transparente do impacto científico. As métricas baseadas em citações utilizadas neste ranking foram meticulosamente coletadas em 12 de janeiro de 2026, garantindo a atualidade e a confiabilidade dos dados.

A posição de um pesquisador no ranking é determinada pelo seu Índice D (Índice H da Disciplina), uma métrica refinada que avalia apenas o subconjunto de publicações científicas e suas citações dentro da disciplina examinada, como a Neurociência, neste caso. Esse foco específico na disciplina ajuda a capturar a verdadeira influência e produtividade de um pesquisador em seu campo de especialização, em vez de em áreas não relacionadas.

Âmbito da Pesquisa e Critérios de Qualificação

Para elaborar o ranking, foi realizada uma extensa revisão de 178.581 perfis de cientistas, abrangendo todas as disciplinas científicas e provenientes de diversas fontes de dados bibliométricos. Dentro desse conjunto de dados, 83 cientistas especializados em Neurociência foram identificados e analisados rigorosamente.

Para serem elegíveis para inclusão no ranking de Neurociência, os pesquisadores precisavam ter um índice D de pelo menos 30. Além disso, a maioria de suas publicações de alto nível precisava se concentrar predominantemente em Neurociência para garantir a relevância da disciplina. Reconhecendo que as métricas quantitativas por si só podem não capturar toda a extensão da produção acadêmica, os prêmios e as conquistas notáveis dos cientistas em Neurociência também foram considerados durante o processo de avaliação.