Quando falamos em Polônia pensamos logo na terra do grande Papa João Paulo II.

A Polônia foi um país que sofreu muito na Segunda Guerra Mundial. Ela estava espremida por duas nações que queriam invadir seu território. De um lado os alemães nazistas que queriam acabar com os judeus, uma vez que a maioria da população da Polônia era de judeus. Do outro lado os soviéticos com o esmagador Exército Vermelho de Josef Stalin.

Os soviéticos assassinaram milhares de polacos com a desculpa de proteger os ucranianos e bielorrussos que viviam na Polônia. Os crimes mais brutais cometidos pelos soviéticos foram os 22.000 militares e civis polacos assassinados e enterrados em valas comuns em Katyn. (veja o filme: Floresta de Katyn).

Com o fim da Guerra a Polônia começa a progredir. Por ser um país do Leste, a Polônia é uma nação muito desenvolvida. Em 2004 passa a fazer parte da União Europeia. Forte na criação de suínos, indústria naval na cidade de Gdansk no mar báltico, na agricultura, principalmente na produção de beterrabas para produção de açúcar.

O povo polaco é muito forte e trabalhador. Além de ser conhecido como um povo simpático, alegre. Dizem ser o “brasileiro” da Europa.

Toda vez que estou parado na estrada nos finais de semana, procuro fazer amizade com polaco porque sei que serei bem recebido. Depois que me identifico como brasileiro eles não me largam mais. Com jeito e com paciência, na maior insistência, querem me explicar que o povo polaco é amigo do povo brasileiro.

O país é bem servido de rodovias duplicadas com grandes estacionamentos para caminhoneiros. As rodovias não duplicadas são perfeitas. As cidades são limpas. Andando pelo interior vi lindas casas e propriedades bem cuidadas. Quase todos costumam conservar a casa velha de pé depois que fazem a nova.

Um polaco famoso no Brasil é o dono das Casas Bahia, Samuel Klein, judeu nascido em Zaklików, uma pequena cidade com menos de 3 mil habitantes, falecendo em São Paulo em 2014 com 91 anos.

O Papa João Paulo II, ou Karol wojtyla, tinha um primo de primeiro grau chamado Boleslaw Daroszewski, que fugiu para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial em 1940, morou em Araguatins, no norte do Tocantins, bem no “Bico do Papagaio” desde 1950, falecendo aos 96 anos em 2015.