Por Willians Biehl

Após uma denúncia anônima policiais civis sob a chefia do delegado regional de Criciúma, Vitor Bianco Júnior, fecharam nesta segunda-feira, 23, uma fábrica clandestina de álcool em gel.

O item estava sendo produzido com etanol combustível e gel de cabelo.  O local ficava em uma residência localizada no bairro Bitencourt em Criciúma, lá, os policiais foram recebidos por um homem que inicialmente negou a fabricação do produto, porém, acabou levando os policiais aos fundos de sua residência onde mostrou alguns utensílios como batedeira e bacia, embalagens de gel de cabelo, embalagens contendo etanol e várias embalagens de álcool em gel (sem etiquetamento), já preparadas para venda. O suspeito afirmou ainda que fabricava o produto e vendia conforme lhe era solicitado por Whatsapp e telefone.

Diante dos fatos o homem foi encaminhado até a delegacia para os procedimentos cabíveis.

Álcool de posto pode ser usado contra o coronavírus?

Álcool de posto não pode ser usado como desinfetante: ele não é eficiente contra o coronavírus e pode ser tóxico. O etanol vendido nas bombas é hidratado, ou seja, tem um percentual de água de 7%, sendo considerado 93°GL.

Álcoois com concentração maior do que 70% ou abaixo desse valor não são eficientes no combate ao coronavírus por motivos diferentes. No caso do álcool de posto, que tem uma concentração acima de 90%, o álcool evapora com mais facilidade, antes do tempo necessário para a sua ação contra o vírus, além disso, o álcool de posto pode ter a presença de outras substâncias, como metanol e hidrocarbonetos, que colocam em risco a saúde humana, ou seja, até mesmo se for diluído em água, ainda não pode ser usado para uso doméstico como desinfetante.

O combustível pode provocar irritação na pele. Em contato com os olhos, pode causar irritação severa. Já a contaminação por metanol – que pode ser absorvido pela pele – pode originar, em casos graves, cegueira e morte.