Por Willians Biehl

Corpo foi encontrado no último dia 4 de março.

A Polícia Civil, através das delegacias de polícia de Nova Veneza e 2ªDP de Criciúma, elucidou os crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Após ser morto, Carlos Alberto Padilha Santos, de 16 anos, conhecido como Kaká, foi decapitado, separados os braços do corpo e enterrado nas margens do rio Dândalo, no Bairro Bortolotto em Nova Veneza.

Dois adolescentes, de 16 anos de idade, ex-amigos da vítima, foram confirmados como os autores dos crimes, além de um adulto, padrasto de um deles, que auxiliou na ocultação do cadáver, ajudando na abertura de uma cova, na barranca do rio.

A EXECUÇÃO

Conforme as investigações, a vítima e os adolescentes infratores, que eram amigos, encontraram-se em Nova Veneza no dia 26/02, sendo que um dos infratores já tinha a intenção de matar, pois suspeitava que a vítima o havia delatado à polícia como autor de crimes de furto e tráfico de drogas.

Demonstrando-se amigos da vítima, atraíram o adolescente até um matagal, onde ofereceram maconha e cigarro, dizendo que iriam combinar de praticarem crimes de furto juntos. Em determinado momento, de surpresa, sem oferecer qualquer chance de defesa à vítima, os adolescentes pegaram pedaços de madeira, que estavam no chão e desferiram vários golpes na altura da cabeça da vítima, fazendo com ela caísse ao chão e ficasse desacordada, sangrando e agonizando.

Em seguida, saíram do local e aproximadamente duas horas depois, retornaram e desferiram outros vários golpes de faca, fazendo várias perfurações no tórax, causando sua morte, eles então colocaram o corpo ao lado do rio, e o cobriram com folhas.

No dia seguinte retornaram ao local do crime, e com uma faca, cortaram os braços e o pescoço da vítima, para que fosse facilitado o transporte e esconder o corpo. Eles então caminharam a uma distância de 500m daquele local e, em um barranco, cavaram um buraco com tamanho insuficiente para enterrar a vítima.

Sabendo não ser possível esconder o corpo naquele local, retornaram para casa e pediram ajuda ao padrasto de um deles, para que fosse aberto um espaço maior a fim de enterrar a vítima, pedido esse que foi aceito pelo padrasto que auxiliou na ocultação do corpo do adolescente.

AS INVESTIGAÇÕES

Várias diligências foram realizadas pela Polícia Civil de forma ininterrupta, desde a localização do corpo, onde foram ouvidas testemunhas, os adolescentes infratores, apreensões dos objetos utilizados para a prática dos crimes, perícias, levantamentos nos locais dos fatos, a fim de que fosse determinada a autoria e materialidade dos crimes.

Conforme a polícia, durante os interrogatórios os adolescentes infratores não demonstraram qualquer arrependimento pelos delitos graves que cometeram, inclusive, demonstraram serem capazes de agir novamente.

Um dos adolescentes infratores, possui várias passagens, sendo apontado como autor de delitos como: estupro, tráfico, tentativa de homicídio, dano, furto, ameaça, porte e disparo de arma de fogo. O segundo adolescente infrator, possui passagens pelos delitos de ameaça e posse de drogas.

Na última quinta-feira, 7, foi solicitado ao judiciário a internação dos adolescentes, mas ainda não houve decisão do caso. Já o terceiro envolvido, o padrasto que auxiliou na abertura da cova, irá responder pelo crime de ocultação de cadáver, com pena de 1 a 3 anos de reclusão.