“Você quer que o seu dinheiro renda mais? Para isso é preciso mudar sua percepção e aversão ao risco e assumir  posição em ativos não tradicionais”.

Foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados por 36 favoráveis e 13 contrários, o substitutivo à proposta de Reforma da Previdência apresentado pelo Deputado Paulista Samuel Pereira (PSDB/SP). Agora a comissão discutirá os destaques apresentados para modificações no texto. O projeto deve ir à votação no plenário da Câmara Federal ainda antes do recesso dos parlamentares. Espera-se que o texto que venha a ser aprovado seja realmente favorável a maioria da população e que possa diminuir os privilégios de alguns grupos.

A economia do país está paralisada em função da aprovação da PEC da Reforma da Previdência. Os empresários esperam ansiosos estas e outras votações para destravar os projetos de investimentos planejados para o pais. Mas para que isso ocorro, é necessário que as aprovações desta PEC e outras que estão em discussão ocorram o mais breve possível.

O desemprego atinge cerca de 13 milhões de brasileiros e isso também é reflexo destas indecisões políticas, mas que acabam penalizando os menos favorecidos. É necessário a implementação de políticas de desenvolvimento, as quais podem gerar empregos e renda aos que buscam sem êxito novas oportunidades de trabalho.

Após vários anos em crise, o setor de construção civil começa a dar sinais de retomada nas vendas de imóveis. O Governo Federal anunciou a poucos dias  medidas de incentivo para o setor. Felizmente este é um setor que reage rapidamente aos incentivos. Prova disso é que as construtoras que tem ações na Bolsa de Valores já apresentam boa valorização nestes últimos 2 meses.

Na edição passada da coluna, falamos que a queda de preços dos combustíveis internamente não tinha sido repassado para o consumidor. Agora, já vemos com satisfação que os preços caíram, mas que caso o preço do barril continue onde está, podemos esperar mais quedas no curto prazo. Não podemos esquecer também que o Ministro Paulo Guedes prometeu que iria tomar medidas para que o preço do botijão de gás baixe para menos de 45 reais. Que venham as medidas e que o preço realmente caia. O bolso do povo agradece.

O Brasil assinou na semana passada um grande acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia durante a reunião do G20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo). Este acordo estava em discussão a quase 20 anos. Segundo o acordo, o Brasil terá redução de até 91% das tarifas nos produtos exportados para a União Europeia nos próximos 10 anos. Acordos comerciais não fundamentais na atualidade e todos os países que cresceram a taxas elevadas desde os anos 1970 tiveram forte sustentação de seu crescimento nos acordos comerciais firmados.

No início da semana a CONAB apesentou o 5º Levantamento de previsão de Safras no país. A produção total de grãos deve alcançar 234,1 milhões de toneladas, com crescimento de 6,5 milhões de toneladas em relação à safra anterior, ou seja 2,85% de crescimento na produção. Também houve incremento na área plantada com acréscimo de 910,5 mil hectares, atingindo uma área total de 62,6 milhões de hectares cultivados, o que representa um acréscimo de 1,5% na área.

Os dados mostram que além dos aumentos da produção e da área, houve também aumento da produtividade média nas lavouras, haja visto que o percentual de crescimento da produção foi quase o dobro do percentual de crescimento da área.

Em relação as lavouras aqui desenvolvidas, o arroz foi o que sofreu um impacto negativo, pois apresentou queda de produção de 11,3% no país, caindo a produção para 10,7 milhões de toneladas. Segundo a EPAGRI, a queda de produção verificada na Região da AMREC foi de 5,04% em relação a safra passada, porém em alguns municípios a queda foi maior que este número.

O preço do arroz na região está bastante defasado, mantendo-se na casa dos 11 dólares a saca de 50 quilos. Analisando os preços médios em dólar praticados nos últimos 10 anos verificou-se que só esteve com valor menor do que atualmente no ano de 2012, quando atingiu a casa dos 10 dólares a saca.

A situação dos rizicultores é preocupante, pois além da queda da produção, o preço também está defasado e isso resulta em menor geração de riqueza na mão dos agricultores. Menos dinheiro na mão do agricultor significa menos dinheiro circulando no comércio, na indústria e nos prestadores de serviços. Ou seja, quando a colônia vai mal, tudo vai mal. Torcemos pela recuperação dos preços para que o equilíbrio se reestabeleça.

FINANÇAS PESSOAIS E MERCADO FINANCEIRO

A educação financeira é assunto que deveria ser disciplina obrigatória desde as séries iniciais na escola. Se assim fosse, seria possível ir construindo uma mentalidade financeira diferente junto às crianças, de tal forma que ao atingirem idade adulta já estariam ambientados com os desafios e tabus em relação as finanças e investimentos.

Este baixo conhecimento sobre finanças e mercado financeiro trazem como consequência um baixo potencial de geração de renda para os poupadores, o que por sua vez contribui para a baixa acumulação de capital durante sua vida produtiva, tendo para muitos como reflexo a dependência da aposentadoria junto a Previdência Social como forma de garantir seu sustento na velhice.

Atenta a isso, a ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, divulgou uma pesquisa sobre o perfil dos investidores brasileiros. O que mais chama a atenção é que menos da metade da população (42% apenas) investe em produtos financeiros tais como caderneta de poupança, CDB’s, LCI’s, LCA’s, Fundos de Investimentos e outros. Aponta a pesquisa que apenas 32% da população conseguiu economizar algum dinheiro no ano passado.

Destes, apenas 9% investiram em produtos financeiros. Os demais buscaram outras formas de aplicação, tais como: pagar prestação do financiamento da casa, trocar de carro, comprar imóveis, investimento em negócio próprio, fazer algum curso de aperfeiçoamento profissional dentre outros citados.

Segundo esta pesquisa, o que os investidores buscam nos investimentos é segurança, em primeiro lugar. Pelos resultados verificados observa-se que os FII’s  estão se apresentando como uma opção rentável para aplicação financeira, pois tem remunerado mais que os demais investimentos tradicionais.  Na tabela abaixo, verifica-se o que o investidor busca na hora de fazer seus investimentos:

Fonte: ANBIMA

A ANBIMA entende que isso é legítimo e que o mercado financeiro tenta de alguma forma entender e acolher estas demandas para criar novos produtos financeiros destinados a este tipo de investidor, como por exemplo os FII’s – fundos de Investimentos Imobiliários. Porém, levanta um questionamento sobre a necessidade de geração de renda periódica ao investidor.

Como a maioria da população não tem reservas suficientes para arcar com suas despesas durante pelo menos 6 meses, é preciso que o investidor tenha investimentos que gerem renda, ou seja, que periodicamente gerem dinheiro que possa ser sacado caso necessário. É o que se chama de RENDA PASSIVA, ou seja, é o dinheiro trabalhando e gerando mais dinheiro para o investidor.

INVESTIMENTOS E RENTABILIDADE

“VOCÊ QUER QUE O SEU DINHEIRO RENDA MAIS? PARA ISSO É PRECISO MUDAR SUA PERCEPÇÃO E AVERSÃO AO RISCO E ASSUMIR POSIÇÃO EM ATIVOS NÃO TRADICIONAIS”

A BOVESPA anunciou recentemente que atingiu a marca de 1,1 milhões de investidores pessoa física no Brasil. Apesar de ser um recorde em número de investidores, representa apenas 0,52% do total da população. Em países desenvolvidos este número chega a mais de 50%. Portanto, temos muito ainda a crescer em termos de investimentos em renda variável.

Os investidores estão em busca de maior rentabilidade em seus investimentos. Como a maioria dos produtos financeiros estão atrelados em maior ou menor escala ao rendimento da taxa SELIC, a qual vem se mantendo em 6,5% ao ano já a algum tempo e ainda com tendência a baixar, percebe-se um movimento em busca de ativos com maior risco, principalmente em renda variável.

Porém, devemos sempre lembrar que rentabilidade e risco são diretamente proporcionais, ou seja, quanto maior a possibilidade de ganho, maior o risco de perda.

Existem no mercado os produtos de renda fixa, onde o dono do dinheiro já sabe quanto vai receber de rendimento lá no final do período de investimentos e existe os produtos de renda variável, os quais tem seu preço determinado pelas expectativas dos agentes do próprio mercado, podendo subir ou baixar de preços. Para investir em renda variável é necessário ter estrutura psicológica para suportar a queda do valor dos seus ativos por algum tempo. Se você não aceita correr risco, o seu mercado é de renda fixa.

A dica de investimentos neste ano de 2019 é em Fundos de Investimentos Imobiliários, conhecidos como FII’S. Os FII’s investem seus recursos na aquisição de shopping centers, condomínios de alto padrão e edifícios comerciais. Para investir você deve adquirir cotas dos fundos. Tornando-se cotista você receberá parte da rentabilidade dos aluguéis dos imóveis adquiridos pelo fundo. Muitos FII’s já apresentam rentabilidade de aluguel em 2019 maior que o rendimento de alguns produtos de renda fixa. A segunda forma de remuneração do dinheiro investido se dá pela valorização da cota no mercado. A primeira remuneração é isenta de imposto de renda, enquanto a segunda é tributada.

Enfim, se analisarmos que apenas com a parte relativa a remuneração com aluguéis já é semelhante ou até em muitos casos superior ao rendimento dos ativos tradicionais do mercado financeiro, os FII’s tornam-se atrativos ao investidor.

No gráfico a seguir, é possível verificar a rentabilidade dos principais ativos no mercado financeiro brasileiro no período de março de 2018 a fevereiro de 2019

RENTABILIDADE DOS FUNDOS IMOBILIÁRIOS