Para começar, quero que você imagine a seguinte situação: uma família janta tranquilamente após mais um dia tenso de trabalho. É sexta feira e finalmente chegou o final de semana, para que eles possam descansar, curtindo os filhos e dar mais uma pegada na casa que eles estão reformando com muito suor e sacrifício.

Quando chega sábado à noite, tiram um tempo para ir nos cultos, servir a Deus e agradecer pelo pouco que eles têm. A mãe começou a ir para Igreja em busca de conforto espiritual e emocional devido a doença de sua filha mais nova, Shara, que, com quatro anos, descobriu uma alergia severa que a impede de comer muitos alimentos. A família passa por muitas dificuldades, pois os poucos alimentos que Shara pode comer são muito caros. Além de Shara, há Sophia, a quem os pais também devem prover alimentos e educação de qualidade. Sophia tem nove anos, é saudável e bem compreensiva com a situação financeira dos pais. A procura por uma religião e, certamente a Deus, trouxe esperança e força para os pais.

Em todas as refeições, antes de todos começarem a comer, é feita uma oração agradecendo pelo alimento provido, pois, mesmo não sendo muito, é o que os mantém vivos e motivados, pelo menos por enquanto. Contudo, na sexta-feira à noite, ainda nem tinham se servido direito quando escutaram um grande barulho de porta estourada. Enquanto ainda tentavam entender o que estava acontecendo, foram rendidos por três homens encapuzados e armados.

Em meio a ameaças e agressões, o pai foi obrigado a entregar o pouco que tinha guardado para comprar o leite caro para Shara no dia seguinte. Sophia chorava muito, algo que acabou irritando um dos bandidos, que acaba dando um tapa na menina. Isso fez com que o pai partisse  para cima do bandido sem pensar e acabou levando um tiro no peito.

O desespero foi total e os assaltantes acabaram indo embora às pressas. A família que já sofreu muito agora ficou sem o pai na casa, tornando ainda mais difícil sustentar as meninas. Isto sem contar o trauma que esta situação gerou para as meninas e a mãe.

Depois do acontecimento, a mãe não deixou de ir na Igreja. Ela foi para conversar com Deus e perguntar algumas coisas que muitos em dificuldades e que passam por situações terríveis na vida se perguntam.

  • Porque comigo, Deus? O que eu fiz para merecer isso?

Este é o início de uma série de textos que vai abordar alguns assuntos corriqueiros em conversas de família e amigos, geralmente entre os que se dizem ateus em conversa com cristãos.

Você já se perguntou:

Deus existe?

Por que Deus permite o sofrimento?

Deus é uma divindade ou foi algo criado pelas pessoas?

Deus ou Ciência?

Aguardem os próximos textos.