Althoff
Cezar Martins

O que é consumo moderado de álcool, afinal?

Minha saudosa avó Virgínia Comasseto, imigrante italiana com tenra idade, normalmente, não consumia bebidas alcoólicas. Faleceu aos 90 anos, ainda lúcida e relativamente capaz. Entretanto, tinha uma “barda” interessante: toda noite, antes de deitar-se, tomava um gole de “pinga”, invariavelmente. Detalhe: fazia isso “às escondidas”. Será que isso é consumo moderado de álcool?

A vaga resposta costumeira a essa pergunta é: “um ou dois drinques por dia”. Mas o que é um “drinque”, afinal? Uma garrafa de cerveja? Um copo de vinho? Um martini de 180ml cheio até a borda? Há drinques altos e curtos, fortes e fracos. O drinque de uma pessoa pode parecer, para outra, um dedal ou um balde.

Em casa, se você tiver o hábito de despejar, por exemplo, uísque no copo sem medir, a dose tende a ficar cada vez maior à medida que os anos passam. Num bar ou restaurante, quanto álcool aquele barman esta realmente pondo no seu copo ao ser “pão-duro” ou generoso? Em resumo, na realidade, quanto álcool há “num drinque”? Essa é a pergunta que esta na cabeça de todo mundo.

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Depois de avisar que bebida excessiva pode levar a acidentes, violência, suicídio, pressão arterial alta, derrame, câncer, desnutrição, defeitos de nascimento e danos ao fígado, pâncreas, rins, cérebro e coração, pesquisadores e especialistas em saúde afirmam claramente que “a bebida com moderação pode diminuir o risco de doenças cardíacas coronarianas, entre outras, principalmente entre homens com idade acima dos 45 e mulheres acima de 50 anos”.

Mas, atenção, afirmam também que “o consumo moderado traz pouco ou nenhum benefício para a saúde dos jovens”. Na verdade, acrescentam, “o risco do consumo exagerado de álcool aumenta quando se começa a beber muito jovem”.

Pesquisando na internet e na literatura disponível em casa, descobri que diversas pesquisas definem como consumo moderado de álcool por dia, para mulheres, a quantia de 12g a 15g de álcool; para os homens, o dobro. A diferença não tem nada a ver com machismo, mas deve-se a diferenças no metabolismo e no peso entre os gêneros. Entretanto, existem controvérsias quanto às quantidades ideais e, ainda, alguns dizem que o consumo moderado pode levar ao vício. Portanto, defina seu parâmetro de acordo com suas próprias limitações e bom senso, ou, melhor ainda, não beba.

Agora, a pergunta que todos têm em mente: como posso calcular a quantia, em gramas, de álcool que estou ingerindo no meu “um ou dois drinques”?

O cálculo é possível e fácil. Na próxima coluna explicarei como fazê-lo.

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