O medo do extermínio

Eu mesma não entendia o que era essa tal de Guerra Fria. Ouvia desde muito cedo, mas sem aquela preocupação de entender, compreender e até discutir sobre o tema. Sabemos que a Guerra Fria foi uma “briga” entre Estados Unidos e União Soviética e cada um dos lados tinha seus aliados, apoiadores, compartilhavam os mesmos desejos, mesmos posicionamentos diante de situações políticas principalmente. União Soviética-Bloco Oriental-Comunista X Estados Unidos-Bloco Ocidental-Democrata.

Guerra sem batalhas de confronto corporal entre os envolvidos, ficando somente no papel, na ameaça, guerra psicológica. Teve seu início após a Segunda Guerra Mundial, por volta de 1945 e perdurou até 1991. Foi um período de grande “estranhamento” entre as potências envolvidas, cada uma delas querendo superar a outra seja no esporte, na espionagem, no arsenal militar e nuclear, foi uma luta ideológica e geopolítica pela influência das potências no mundo todo.

Foram vários acontecimentos durante este período de Guerra Fria que polarizavam a atenção do mundo todo e afetava as relações internacionais. Inclusive, tivemos a interferência estrangeira dos Estados Unidos na política brasileira na década de 1960.

Em 1962, um dos momentos de maior tensão foi a crise dos mísseis entre as duas potências. Quando o governo americano descobriu que a União Soviética havia instalado mísseis em Cuba deu um ultimato: ou retiram os mísseis ou a guerra está declarada. Depois de semanas de negociações chegaram a um acordo e a URSS retirou seus mísseis de Cuba e em contrapartida os EUA também retirou sua base de míssil que tinha na Turquia.

Era o início de um acordo que evitava a disseminação da humanidade. Sabemos que tanto um lado como outro estavam muito bem “armados” para entrar em confronto, mas não seria apenas confronto com armas e canhões. Se houvesse uma Terceira Guerra Mundial agora seria algo muito letal, disseminador, exterminador mesmo. Tivemos um presságio do poderia acontecer com o planeta, com a raça humana com o bombardeamento atômico nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, foi um terror que o mundo jamais vai esquecer.

Se, por ventura, viesse a acontecer uma Terceira Guerra não teríamos o que esquecer, não teríamos o que lembrar porque não sobraria ninguém pra contar a história.

Para alertar a humanidade que seu fim poderia estar próximo, foi criado em 1947, o Relógio do Juízo Final ou o Relógio do Apocalipse pela ONG Boletim dos Cientistas Atômicos, da Universidade de Chicago. O relógio faz uma analogia que a humanidade está a “minutos para a meia-noite” do seu fim, meia-noite seria a catástrofe geral, fim do mundo. Quando foi criado, e com a eminência de uma nova guerra, ele foi iniciado em “sete minutos para a meia-noite” e de lá pra cá ele retroage ou avança conforme a vulnerabilidade do planeta sobre vários aspectos. Hoje o relógio está marcando 100 segundos para a meia-noite, nunca esteve tão perto do fim dos tempos.

Parece que estou fazendo terrorismo, mas não, bem que eu gostaria que fosse um filme de terror. A humanidade está nas mãos de poucos.  Podemos preparar o café da manhã e não saboreá-lo, podemos dormir e não acordar mais, e quem seriam os responsáveis? Os governantes? Os cientistas que fabricam a bomba atômica?  Quem? Acredito que cada um de nós carrega seu percentual de culpa, todos somos responsáveis pela “casa” que não é somente minha, mas de toda uma humanidade

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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