Nova espécie de peixe é descoberta em Nova Veneza

No Brasil, as pesquisas científicas envolvendo fauna e flora podem ser consideradas relativamente recentes, comparadas ao avanço científico e a preocupação de outros países na mesma área. 

Por esse motivo, ainda hoje muitas novas espécies de plantas e animais estão sendo descobertas. O biólogo de Siderópolis, Caio Feltrin, é um entusiasta do ramo, e em parceria com cientistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), encontrou 10 novas espécies de peixes na região da Serra Geral. Uma delas foi catalogada em Nova Veneza.

Biólogo Caio Feltrin

Segundo o pesquisador, são pequenos bagres de montanha que vivem embaixo de pedras, popularmente chamados de Cambeva. Possuem um padrão de coloração que lembra um pouco a pele de alguns felinos. A Cambeva orbitofrontalis, (nome científico), foi identificada na comunidade de Rio Cedro Alto, dentro do território que compreende a Reserva São Francisco. “Nossa meta é garantir a perpetuação destas espécies relevantes e ainda pouco conhecidas. É muito importante o papel da Reserva São Francisco na conservação desta nova espécie, de muitas outras conhecidas e tantas outras desconhecidas que ainda poderemos encontrar”, revelou. 

Cambéva

A espécie também foi encontrada na localidade de São Bento Alto, em uma zona limítrofe com o município de Siderópolis, área também protegida pela Reserva São Francisco. Como Nova Veneza detém um vasto território de Mata Atlântica, conforme Caio, certamente além do Rio Cedro e Rio São Bento, outros riachos devem abrigar esta nova espécie. 

O biólogo menciona ainda que outra espécie dentre as 10 descritas no artigo possivelmente distribui-se aqui no município. Batizada de Cambeva grisea, nome em latim que significa “a Cambeva de cor acinzentada”, foi descoberta na microbacia do Rio Pio, no município de Treviso, mas também diagnosticada nas altas cabeceiras do Rio São Bento, próximo à Trilha dos Tropeiros (Siderópolis).

Caio reforça que as pesquisas com peixes nas redondezas da Reserva Biológica do Aguaí não param, e que outras espécies ainda desconhecidas pela ciência são potenciais de serem encontradas. 

Para saber mais, acesse o artigo publicado no Museu de História Natural de Paris, na França.

Por Flávia Bortolotto

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