Nesta edição o assunto é sobre o distrito de Caravaggio que neste 26 de maio a
Igreja Católica celebra Nossa Senhora do Caravaggio padroeira do distrito. Por uma
síntese vamos conhecer um pouco sobre este distrito neoveneziano que de um passado
histórico se transformou em potência industrial. O sucesso veio com muito trabalho e
determinação do seu povo.

Caravaggio desde 1891 fez parte da ‘Colonia Nuova Venezia’, dentro das antigas seções: Rio Bortoluzzi e Rio Mãe Luzia (Margem esquerda), ao norte margeando o Rio Serraria. No princípio a Colônia estava dentro do território do município de Araranguá. Criciúma também pertencia a Araranguá. Em 1925 Criciúma foi elevada a município, daquela data em diante pertencemos a Criciúma até 1958, quando Nova Veneza se torna município.

Desde os primeiros anos de colonização o Caravaggio era conhecido por ‘Morro Da Miséria’. Esse nome ainda é muito questionado com várias versões, mas, minhas pesquisas, não somente em livros e sim em registros oficiais e públicos datados 1897, afirmam o nome de Morro da Miséria também está em inúmeras escrituras de imóveis.

A origem da denominação tem duas mais comentadas: uma é de um grupo de caçadores vindos de Araranguá, que, percorrendo a região em busca de caça, nada encontraram. A outra versão que para mim é mais provável e sobre o solo do território, sendo de terras bastante pedregosas (basalto aflorados) impróprias para aquelas culturas, das quais os imigrantes estavam habituados na Itália, ou seja: o trigo, arroz. Batata e cevada. Embora impróprio para culturas europeias, o solo do ‘Morro da Miséria’ era excelente para culturas tropicais, como cana de açúcar e banana.

Segundo vários registros o local sempre foi conhecido por Caravaggio devido a fortíssima devoção a Nossa Senhora do Caravaggio que tem sua origem na província de Bérgamo no norte da Itália, sendo que a maioria das primeiras famílias colonizadoras são bergamascas.

A mudança oficial de Morro da Miséria para Nossa Senhora do Caravaggio foi no final da década de 1940 pelo, prefeito de Criciúma Addo Caldas Faraco, a pedido do saudoso empresário Dovílho Spillere, que juntamente com seus irmãos eram sócios proprietários da Metalúrgica Spillere, empresa propulsora do atual desenvolvimento industrial do setor metal mecânico. Na época vendia seus produtos para a nossa região e a grande Porto Alegre no Rio Grande do Sul.

Lá em Porto Alegre um cliente/comerciante questionou o senhor Dovílho. “Vocês
fabricam excelentes produtos, mas, vocês devem solicitar para o prefeito para mudar o
nome da localidade”. Spillere narrou o fato do comerciante para o prefeito Faraco que
assumiu a mudança oficial do nome.

Os Spillere sempre tiveram influência política desde quando Nova Veneza pertencia a Criciúma, inclusive o senhor Jerônimo Spillere foi candidato a vereador em Criciúma em 1958. A diocese na época era sediada em Curitiba, e lá consta nos arquivos o nome de Morro da Miséria. “Canbia el tenpo, e no la storia!!!”

Esenpio de solidarietà

A fisioterapeuta do principado caravaggiano Cristhian Kelly Souza Dias, inspirada em sua irmã que reside no estado de São Paulo, um belíssimo projeto social que faz a diferença, principalmente neste período de pandemia. A ação social denominada de “Quem precisa pega e quem pode doa”.

Sua clínica FisioCris está anexa à academia Estúdio Movimentare, no distrito de Caravaggio, onde faz arrecadações de roupas, calçados, alimentos, brinquedos, bicicletas e até móveis. As doações ficam na ‘mesa solidária’. A mesa fica exposta na calçada onde as pessoas necessitadas podem pegar o que quiserem.

Com o desemprego a ideia é de ajudar de alguma forma, afirma a Doutora Cristhian. No registro os organizadores da magnífica ação: Izamara Ghisleri, Luís Fernando Spillere, Gedson Brasil, Dagobeto Laureano, Aniele Trento e Cristhian Kelly Souza Dias. “Bel laoro de umanità!!!”

El ferer e la metalurgia ntel Caravájo


O desenvolvimento do setor metal mecânico no distrito de Caravaggio deve-se a bravura inicial dos irmãos Jerônimo e Dovílho Spillere, mas, como tudo tem um princípio vou citar aqui como tudo começou.

Uma velha ferraria da família Tomasi mantida de pai para filho e que já está na quarta geração e parcialmente ainda em funcionamento na localidade de São José, apenas três quilômetros ao oeste do centro de Nova Veneza.

Foi ali que os irmãos Spillere foram aprender a profissão. Na foto o senhor Raulino Tomasi que na semana passada completou 85 anos, e é da terceira geração dos ferreiros. “Conplimenti a tuti cuanti!!!”

30 an di maridà

Quem completou trinta anos de casado neste mês de maio foi o meu amigo das antigas, o empresário Marcos Spillere e sua bela esposa Adriana Cristina Milanesi Spillere. No registro o casal comorando a data com os filhos: Maiara e Marcos Filho, o genro João Paulo Spillere e o neto Valentin. “Cuando se marida se va ntel paradiso, me gò dito cuando se marida!!!”

Mascherine

Em tempo de pandemia a criatividade de cada um de nós deve ser ampliada inúmeras vezes, para que não afete o emocional e nem o financeiro.

A neoveneziana do principado caravaggiano Gislaine Viola Bratti é autônoma e atua em casa com costuras e para recompensar a economia, Gislaine está produzindo as indispensáveis e obrigatórias máscaras que devemos usar. “Produzir as máscaras faz com que minha renda continue a mesma,” afirma Gislaine. “Brava… Conplimenti!!!”