Medo de morrer
Colunistas Margarete Ugioni

Medo de morrer

Todo ser vivo morre, segundo a crença Cristã estamos neste mundo de passagem, nosso corpo é apenas o templo do nosso espírito e que um dia retornará ao pó.

“Então o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso espírito voltará para Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:7)

Mesmo tendo esta certeza de uns tempos pra cá ando amedrontada, tenho pensado demais na morte e acredito que seja porque estamos vivendo uma pandemia, estamos sendo atores de uma peça da qual não sabemos o roteiro e qual vai ser o final.

É de deixar a todos em situação de estresse.

Sei que toda doença é passível de risco mortal, sejam as doenças adquiridas pelo nosso modo de viver, sejam aquelas que não pedimos para ter como as doenças genéticas.

Tenho conversado com algumas pessoas – pelos meios de comunicação, é claro – e a grande maioria compartilha do mesmo medo de morrer. Estive pensando e, no meu caso, este medo vem deste maldito Coronavírus. Sei que posso morrer a qualquer momento de um AVC, de um acidente, mas meu medo maior é morrer de COVID-19.

O vírus está em todo lugar e ao mesmo tempo não sabemos onde. Não posso visitar amigos nem parentes, não posso abraçar e beijar meus filhos e netos para evitar uma contaminação; porém, posso ficar doente indo numa farmácia comprar remédios ou num supermercado, locais essenciais para minha sobrevivência.

E daí? Como posso evitar? E daí se eu morrer? Como disse nosso presidente, e daí? Podemos ser contaminados de formas inexplicáveis, simples e inocentes. E daí quem é o culpado? Ninguém e ao mesmo tempo todos são culpados.

Todos nós precisamos fazer nossa parte, ter hábitos de higiene, evitar aglomerações e usar a máscara. A máscara além de nos proteger é um sinal de respeito para com o próximo.

Me respeitem e respeitem a vida. Quero parar de ter pesadelos e este sentimento horrível de morrer.

Se cuidem e cuidem da vida.

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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comentários

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  • Obrigada pelo apoio de vocês, está ficando muito difícil enfrentarmos este tempo de pandemia sem a contribuição de todos.
    Temos que ter em nosso coração o sentimento bíblico “amar o próximo como a ti mesmo “.

  • Realmente muito bem relatado como nos sentimentos nesse período sinistro que atravessamos ,o isolamento social nos tras muito sentimentos ,angústias, muitas vezes se torna insuportável, porém temos que nos cuidar e cuidar de quem amamos.

  • Parabéns Margarete !
    Exatamente assim!
    Quem não se cuida, jamais cuidará do próximo, pois não há o sentimento profundo de solidariedade que significa realmente cuidar e compartilhar Não é dar esmolas nem contribuir somente numa campanha para “lavar as mãos e a alma”. É sentimento nobre, cotidiano, de doação, de desapego e compartilhamento de querer para o “outro” aquilo que almejamos para nós e para nossa própria família
    Somente com solidariedade impregnada em nossos poros poderemos esperar um dia que este mundo mude, para melhor!
    Abraços virtuais
    Mirian Pizolati Cardoso