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Margarete Ugioni – Trânsito nervoso

ATENÇÃO: Esta matéria foi publicada a mais de dois anos, por isso, pode conter, ou não, informações desatualizadas.

Constantemente assistimos pelos meios de comunicação sobre discussões, brigas e até mortes entre motoristas no trânsito, principalmente nas grandes cidades. É lastimável, trágico e incompreensível saber que pessoas ditas civilizadas se agridem e se matam por não saber se comportar diante de um volante; estão sempre apressados, agitados, atrasados.

Depois de muitos anos sem dirigir em Criciúma – e redondezas, é claro – fiquei bem decepcionada com a educação dos motoristas. Entendo que está bem difícil dirigir dentro da cidade por causa das obras em algumas ruas, pelo sentido modificado em outras e até fechamento de ruas. Trabalho perto do hospital São José e percebo muitos motoristas perdidos querendo chegar ou sair do centro da cidade.

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Falta sinalização orientando os motoristas dos desvios, até existe, porém muito em cima “do laço”, a sinalização orientando sobre as mudanças precisa vir muinnnnnnnnnnto antes do desvio e por isso se vê motoristas andando na contramão.

Bem, mesmo com tantos problemas resolvi que era hora de voltar a dirigir, deixar de ser caroneira e também de pagar táxi. Mas, para minha surpresa acredito não ter sido bem aceita (rs) pois são tantos palavrões e xingões que estou apavorada. Tenho medo de dirigir e algum carro bater em mim por querer, só para me deixar nervosa.

Não pensem que estou dirigindo mal, não é isso. O que percebo é que querem que eu dirija sempre no limite máximo permitido, dizem que atrapalho o trânsito se dirigir em menor velocidade. Se uma placa marca 80km/h acredito eu que posso dirigir até 80 e não sempre em 80, estou errada?

Procuro ficar na minha direita e deixar que ultrapassem, mas mesmo assim adoram xingar, nunca vi gente tão mal educada e apressada, parece que são os donos da estrada.

Não retruco, nem correspondo aos palavrões, mostro que tenho educação e consciência do meu papel de motorista, tenho que mostrar aos meus filhos e netos que um carro serve para meu lazer e facilitar a minha vida e que não deve ser um meio que pode me levar à morte. Tenho direito como qualquer cidadão, pago meus impostos e preciso, quero ser respeitada no trânsito, fico com vergonha das minhas crianças quando me perguntam o que ele (o motorista deselegante) está dizendo.

Se todo motorista fosse mais educado e paciente com certeza não teríamos números tão alarmantes de acidentes e mortes no trânsito.

Maria Margarete Olimpio Ugioni


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