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E o Jair se foi

Hoje vou lhes contar uma história de um homem pequeno de coração grande.

Há 40 anos mais ou menos, um jovem rapaz foi pedir a mão de minha irmã mais nova, Rosinha. Meus pais não queriam concordar porque o rapaz era DJ, trabalhava na noite e não era uma profissão que pudesse sustentar uma família, coisas da época.

Mas, meus pais só queriam a felicidade de seus filhos e nunca colocaram empecilho nas escolhas de seus pares, é claro que sempre aconselhavam, orientavam e então acabaram concordando com o casamento.

O rapaz era o Jair, meu cunhado que faleceu no último dia 10 de junho, justo no dia em que comemoravam 38 anos de casamento.

A vida profissional do Jair começou quando era muito jovem ainda, com 13 anos de idade, metidinho como sempre foi e gostava de tudo que se relacionava a “som” começou a ajudar outros DJs a carregar suas caixas de som, a montar os equipamentos. E foi assim que, com 15 anos, já era um DJ requisitado por todos.

Abrilhantou festas na sociedade criciumense e redondeza e era muito solicitado para alegrar, com suas músicas bem selecionadas e de ótima qualidade, as festas de 15 anos das meninas da sociedade.

E assim ele tocou sua vida, sempre com alegria, bom humor, dedicação, paciência e trabalho. Jamais tentou outra profissão, era da música que gostava e então se empenhava em fazer da melhor maneira, era o DJ do Clube Bailanta de Galpão, do qual era sócio proprietário, até seus últimos dias de vida.

Homem bom, paciente como já disse, nunca negava um favor a quem pedisse, foi um filho para minha mãe, era seu chofer enquanto a tínhamos em nosso meio, só não podia ser de manhã cedo, compreensível.

Foi ótimo profissional, esposo companheiro, pai e avô amoroso, amigo fiel, vizinho respeitoso e dedicado sócio.

Infelizmente perdemos esse maravilhoso ser humano muito cedo, tinha apenas 58 anos, mas Deus também quer gente boa com ele.

Brinco quando digo que dona Dulce (sogra) e dona Reda (mãe), ambas falecidas, irão recriminá-lo por ter “subido” tão cedo e deixado a Rosinha sozinha para cuidar de tudo. Quem conheceu minha mãe, dona Dulce, sabe que ela não tinha papas na língua e brigava mesmo com qualquer um.

Sentiremos saudades do Jair, mas todos irão lembrar-se dele com muito carinho, iremos lembrar com amor daquele par de olhos azuis sinceros e generosos e de sua conversa calma.

Agora a festa é no céu. Até um dia Jair e que Deus o tenha!

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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