É comum ouvir um brasileiro quando chega na Itália falar —Nossa, aqui sim tem rodovia e não no Brasil!

Vejam bem, algumas pessoas nunca saíram de suas regiões e ao chegar na Itália automaticamente pegam uma condução que a levará do aeroporto até seu destino por uma autoestrada, que não é nada mais que uma rodovia duplicada igual as inúmeras que tem no Brasil, como por exemplo a Castelo Branco, Anhanguera, Washington Luiz, Raposo Tavares ou a Dom Pedro.

Eu nunca vi uma rodovia com cinco faixas na Europa e, acredito que não tenha. Em São Paulo tem a rodovia dos Bandeirantes. Pra se ter uma ideia, as principais rodovias da Itália são: A-4 (Trieste-Torino) , com três faixas, tendo quatro faixas nas proximidades de Milão e, a rodovia A-1(Milano-Napoli), que tem 3 faixas até Bolonha, depois até no Sul: Sicília, Calábria e Campania, tudo com duas faixas.

E as estradas com pista simples, chamadas de SS (super strada) e as SP (strada provinciale), são na maioria estreitas e com muitas trepidações. Acostamento? Nem pensar! São tão estreitas que em alguns casos não existe a faixa central. Ou seja, quebrou o retrovisor, cada um paga o seu.

Não quero dizer que a Itália tem estradas ruins, mas sim deixar claro que o Brasil também tem ótimas rodovias. A vantagem de dirigir nas rodovias italianas é que não existe ‘quebra-molas’, não existem buracos e você pode parar em qualquer lugar que não será assaltado. No máximo que pode acontecer é algum cigano passar com seu ‘caravan’ e furtar diesel.

Então às vezes confundimos paisagens bonitas com estradas bonitas. É mais fácil chamar a atenção com suas belezas a região do Trentino Alto Adige no Norte da Itália, do que o sertão nordestino.

Lembrando que para atravessar o território do único município de Altamira, no estado do Pará, é a mesma distância para atravessar toda a Itália, desde o Brennero na fronteira com a Áustria, até na província de Lecce, no salto da bota.

As fotos abaixo são das rodovias brasileiras e o vídeo rodovias italianas.