Carlos Cypriano João

A importância do seu comportamento na prevenção contra incêndio

Naquela manhã como faz todos os dias levantou cedo, banhou-se, efetuou a maquiagem, tomou seu café e colocou comida para a gata. Desceu logo depois das 08 horas para pegar seu carro, que estava na garagem do prédio e seguiu para o trabalho. Como era de costume e caminho, ela passou em frente ao quartel dos Bombeiros, olhou de soslaio e viu o movimento dos soldados conferindo o material e seguiu seu rumo.

Depois da conferência dos equipamentos e viaturas os militares tiveram aquela resenha, e logo foram lanchar. Em meio ao café, ninguém merece, soa o alarme. De imediato deslocam para um atropelamento no centro da cidade, lá tratava-se de um idoso com escoriações, menos mal, foi atendido e conduzido ao hospital mais próximo. E assim foi durante o dia todo, quedas, captura de animal peçonhento e outras ocorrências.

A moça chega na empresa e dá início a labuta diária, aplicada, faz render sua atividade e aos olhos das colegas é exemplo. Mas é sexta-feira, surgem os papos descontraídos e as perguntas de onde irão curtir a noite pipocam entre elas. Nossa protagonista disse que iria para balada com as amigas do tempo da faculdade.

Ao anoitecer as ocorrências diminuíram e os bravos heróis puderam tomar banho, se alimentar e como ninguém é de ferro, descansar. A noite antes do jantar, os militares conversaram e pensaram sobre o serviço para encarar as 12 horas faltantes, já que o serviço é de 24 horas.

Ela chega em seu apartamento brinca com a felina e se prepara rapidinho, já que as amigas não param de enviar mensagens. Chegando na festa a galera reunida, com sorrisos, recordações, paqueras, azarações e tudo mais. Estava quente, e a cerveja “descia” bem, nossa amiga bebeu uma, duas, três e caiu na dança! Lá pelas tantas lembrou que tinha casa, pegou o carro e partiu lar … lembrando que beber e dirigir não cabe gente!

No ap joga a bolsa num canto, celular em outro e vai correndo ao banheiro, de lá para o quarto e se atira na cama. Nesse momento sente fome, levanta-se vai à cozinha, e coloca a comida para esquentar no fogão, deu vontade de comer arroz novinho e acende mais uma boca. Vai a sala liga a televisão e retorna ao quarto ….

Por volta das 03 horas da madrugada no quartel dos Bombeiros, o som do alarme rompe o silêncio da madrugada! A guarnição já nas viaturas é informada que está havendo um incêndio no terceiro andar do edifício tal no centro da cidade. Ao se aproximarem do prédio percebem as labaredas saindo pela janela da cozinha. Tomam as medidas de segurança, iniciam a incursão e perguntam ao público se alguém sabe quem mora ali. Uns dizem que não, mas, Seu Ronaldo que mora no prédio a frente grita bem alto! “Mora uma moça, e o nome dela é Jhennifer!!!”

Os homens do fogo usam cabos de salvamento para acessar o apartamento, descem com aparelho de proteção respiratória, do quarto andar para o terceiro. Entram no apartamento pela sacada da sala, abrem a porta principal e pedem extintores aos outros Bombeiros que estavam com mangueira aguardando no corredor.

Enquanto alguns apagavam o incêndio, outros dois procuravam por Jhennifer. A encontraram na cama dormindo e por sorte no quarto a concentração de fumaça era diminuída. Chamada, ela acorda e os profissionais dizem que há um incêndio em andamento e irão tirá-la dali. Assustada e tossindo é envolta num lençol e conduzida para fora da edificação e entregue aos Bombeiros do ASU, e logo ao hospital.

Gostaria de saber se algum de vocês já tomou a vacina contra incêndio, não né, isto não existe eu sei. O que eu quero dizer é que todos estamos sujeitos a este sinistro, mas o que nos torna “vacinados” é o nosso comportamento preventivo, que aliado a atitudes podemos influenciar a outrem.

Ah! Alguém pode questionar. E a gata do incêndio ficou com quem? Simples, sã e salva com o Seu Ronaldo.

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