Mesmo antes da morte do nosso querido Gugu Liberato, apresentador de TV, eu já tinha rascunhado minhas palavras para este final de ano. Gugu morreu no seio da família, juntos dos seus. Num dos seus momentos de folga ele optou em passar com seus filhos e esposa que moram em Orlando/Flórida.

Nesta época surgem as festas, os encontros de família, do trabalho, dos amigos, da Igreja, dos grupos de Mães, de Idosos, da Catequese, da turma do baralho, enfim inúmeros grupos de convivência que, graças a Deus, a vida nos proporciona.

É gratificante participar destes encontros de festas no final de ano onde a gente renova as amizades com promessas que bons dias e muito amor pra dar e receber.

Mas, infelizmente, nem todos dão a devida importância para estes encontros, para os momentos em família principalmente.

Algumas pessoas preferem estar com seus amigos, colegas de trabalho em vez de estar com seus familiares, as desculpas para não participar são tão esfarrapadas que nos deixam tristes, nos faz sentir desvalorizados.

Ter amigos é gratificante, completa nossa existência, mas não é família. Nas necessidades, nas doenças, no sofrimento quem nos acolhe, nos conforta, ampara e ajuda são nossos familiares.

Tenho uma irmã acamada, inclusive já falei sobre ela neste espaço, por isso sei o valor que a família tem. Onde estão os amigos? Visitam uma vez ou outra e depois esquecem, tocam sua vida em frente como se não existíssemos mais.

E assim a vida segue. Os parentes sanguíneos dificilmente esquecem os seus. Claro que existem exceções, não vou negar. Assim como existem familiares que negam seus entes também podemos ter amigos que fazem mais por nós que nossa família. É difícil, mas acontece.

O que eu gostaria de deixar como mensagem para este Natal é um apelo para que pensemos bem, que nos aproximemos mais dos nossos familiares, dos nossos parentes, eles serão nossos suportes hoje e sempre. Existe ex-amigo, ex-colega, mas não existe ex-irmão, primo, tio etc.

A vida pode nos pregar peças assim como pregou para nosso apresentador Gugu e tantos outros que foram arrebatados de suas famílias são abruptamente.  Será que vai dar tempo? Será que eu disse o quanto eu amava minha mãe, meu irmão por exemplo? Será que passei mais momentos com minha família do que com meus amigos de baralho?

Pois é, meus queridos leitores e amigos é tempo de reflexão, de ajuda ao próximo, de rezar, de dar amor a quem merece e nos quer bem, amemos nossos amigos e colegas, mas coloquemos nossa família em primeiro lugar.

Um Natal de luz, de muito amor e saúde, são meus votos e de minha família pra você e seus familiares. Um beijo no coração!

Maria Margarete Olimpio Ugioni