Colunistas Margarete Ugioni

Falecimento do Otto da farmácia

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É muito triste eu conversar com vocês sobre mais uma nota de falecimento, mas eu não poderia deixar de dedicar umas palavras para este ser humano que fez parte da minha vida desde minha infância e também pelos serviços prestados para a comunidade da Próspera, desde 1961.

Otto Chaves Pacheco, 81 anos nos deixou e com ele vai uma parte do coração e da história da minha querida Próspera.

Acredito que eu já tenha falado que sou de Criciúma, bairro Próspera e quando alguém perguntava onde minha família morava (ainda estão no mesmo lugar) a gente sempre dizia – perto da Farmácia do Otto. Era muito difícil a pessoa não saber onde ficava a farmácia do Otto.

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Sempre pronto pra atender a todos que o procurava, com aquele jeito sério, mas muito profissional e competente, ele conseguia ajudar a todos com suas orientações de 60 anos de experiência, sejam com medicamentos ou palavras.

Eu, particularmente, posso contar algumas coisas sobre ele. Seu primeiro estabelecimento foi na residência de minha mãe, que também tinha pensão e ali acomodava muita gente de fora, e ele era um dos “pensionistas”.

Sua vida começou ali, na casa da minha mãe e, portanto, muito próximo da nossa família. Por causa desta proximidade ele vendia maquiagens e coisinhas pra nós meninas moças para pagarmos como e quando pudéssemos. E era a maior felicidade, qual menina não gostava de um perfume, de um batom ou pó de arroz?

Ele tinha tanta consideração e carinho pelos seus clientes que sabia que podia confiar e que a gente iria pagar assim que ganhasse um trocadinho do pai.

E as filas para ser atendido por ele? Muita gente deve lembrar de tempos atrás onde não se tinha muito acesso a médicos, que os farmacêuticos ou “Oficial de Farmácia” eram as pessoas que a gente tinha para pedir socorro quando apresentasse alguma enfermidade.

Naquele tempo não era como hoje que temos médicos – graças a Deus – 24 horas para nos atender quando precisamos. As filas na frente de sua farmácia iam se formando para depois pegar as senhas e ser atendido por ele. Era muito bom no que fazia pois exercia a profissão com amor e via em cada doente um ser humano necessitando de ajuda.

Vamos sentir muita falta deste confiável profissional e ser humano que estávamos tão acostumados a ver diariamente atrás do balcão de sua farmácia.

A Próspera não será mais a mesma, com ele vai muita história dos Mineiros que foram seus maiores clientes, era só citar um nome que ele conhecia e inclusive a família toda. Foram mais de 60 anos acompanhando a história e o progresso da população da grande Próspera.

Ele partiu no dia de hoje, mas as lembranças de sua passagem por nós vão ficar em nossas memórias para lembrarmos com muito carinho.

Vai com Deus Otto, deixo também, aqui meus sentimentos e meu carinho a todos da família que continuam lá, na Próspera, cuidando dos negócios do pai e contamos com eles para muitas gerações ainda.

Fiquem com Deus e se cuidem!  

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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