No ano passado, uma pesquisa realizada pela Oxfam Brasil concluiu que pela primeira vez em 23 anos a diferença salarial entre homens e mulheres aumentou. Se em 2016 as mulheres ganhavam em média 72% do que os homens no país, esse número foi reduzido para 70% em 2017.

A queda foi preocupante e mostrou uma tendência que não deveria estar acontecendo após avanços importantes rumo à igualdade salarial. No entanto, em meio a essa notícia, recentemente veio uma boa no aspecto dos gêneros. Em índice de proficiência divulgado recentemente pela Educational First (EF), o nível médio de inglês das mulheres foi superior aos homens em escala global.

No novo índice, o relatório também mostrou que pela primeira vez na América Latina os homens tiveram uma nota maior que as mulheres. No Brasil a diferença de nota entre os gêneros em 2019 é muito pequena: 49,98 de média para as mulheres e 50,18 para os homens.

Mulheres estudam mais em média

Em estudo divulgado há três anos, as mulheres brasileiras entre 15 a 17 anos tinham frequência escolar líquida de 73,5% no ensino médio. O número não é o ideal quando o assunto é educação universal, no entanto, em comparação aos homens a diferença é considerável (63,2%).

Entre mulheres brancas, o nível de frequência escolar líquida no ensino médio ficou em 80,1% da população.

Quando o assunto é ensino superior, as mulheres também apresentam maior número. Um estudo especial realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) chegou à conclusão que a porcentagem de mulheres no mercado de trabalho com ensino superior é de 22%, enquanto dos homens esse número desce para 18,4%.

Além disso, em estudo recente do relatório Educational at Glance 2019, em que foram analisados 36 países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), as mulheres também aparecem em evidência no ensino.

Segundo o relatório, as mulheres brasileiras têm 34% mais probabilidade de se formar no ensino superior em comparação com os homens.

Aproximadamente 18% dos homens brasileiros de 25 a 34 anos contam com ensino superior, enquanto para as mulheres dessa mesma faixa etária o número vai para 25%.

Na análise global dos 36 países da OCDE, em que a maioria das nações são desenvolvidas, o total de mulheres entre 25 a 34 anos com ensino superior é de 51%.

Apesar de estudarem mais, as mulheres têm menos oportunidades no mercado de trabalho

O relatório da Educational at Glance 2019 também comprova mais uma vez que as mulheres contam com menos oportunidades no mercado de trabalho.

As mulheres brasileiras entre 25 a 34 anos com ensino superior, por exemplo, tem empregabilidade de aproximadamente 82%. O número vai para 63% para as mulheres com ensino técnico e 45% para quem não tem capacitação.

Em comparação aos homens, os índices são consideravelmente mais altos. A taxa de empregabilidade para os brasileiros que completam ensino médio é de 89%, enquanto para ensino técnico é 76%.

“As mulheres estão significativamente hiper-representadas nos campos de educação e ciências sociais, jornalismo e informação. Já os homens são hiper-representados em campos como tecnologias da informação e da comunicação, engenharia e construção. (…) No Brasil, 25% das graduandas brasileiras escolhe estudar educação, enquanto 19% dos graduandos homens escolhe engenharia, produção e construção”, aponta o relatório.

Importância do inglês no mercado de trabalho cresce

Quem segue a carreira acadêmica precisa conhecer o inglês na palma da mão. Estima-se que aproximadamente 2/3 das revistas acadêmicas são publicadas em inglês, enquanto os artigos publicados nesse idioma atraem mais citações.

O exemplo de como o inglês é importante na carreira acadêmica é apenas um dos vários motivos que mostram como o idioma é fundamental na vida profissional dos dias atuais.

No Brasil, um país em que menos de 6% da população domina esse idioma, estudos apontam que o profissional que tem bom conhecimento de inglês tem até 60% de probabilidade de conseguir um salário maior do que o concorrente que não sabe dessa língua.

De acordo com Sonia Cury, diretora de uma escola que ensina inglês no Brasil, saber inglês pode trazer melhorias financeiras principalmente para quem ocupa cargos administrativos e de supervisão.

Além disso, também vale ressaltar que, ao conhecer esse idioma, as oportunidades de estudar e trabalhar fora do país aumentam exponencialmente, visto que esse idioma é o mais popular do planeta junto ao mandarim.