“Ein prosit”: cooperados aprendem a fazer cerveja artesanal no Integra Coopera

Tradição que virou passatempo e renda para os catarinenses, foi disseminada em oficinas promovidas pela Cooperativa

O Anuário da Cerveja 2020, divulgado pelo Ministério da Agricultura, mostrou que Santa Catarina é o Estado com o maior número de cervejarias por habitante do país. A bebida mostra que, além de tradição, é a preferida entre os catarinenses nos momentos de lazer ou ainda como fonte de renda. Atento a esse hábito, o Integra Coopera, Espaço Comunitário Colaborativo, entregou nos meses de outubro e novembro, oficinas que ensinaram os cooperados a fazerem a própria bebida.

O professor das oficinas, Edson Zaldguer, destaca que a pandemia fez crescer a produção de cerveja artesanal. “É notável que, ano a ano, há uma tendência de aumento da preparação caseira. Mas o que vivemos em 2020 e 2021, acelerou um pouco esse processo”, explica o profissional.

A cerveja artesanal pode levar em média 25 dias para ficar pronta pra consumo. “Depende muito do estilo que você quer desenvolver. Há alguns estilos mais básicos que pedem esse tempo curto. No curso, em 15 dias você aprende a fazer e em pouco mais de 20 estará degustando a sua própria cerveja”, contextualiza o especialista.

Mas além da preparação da bebida, o cervejeiro destaca um outro ponto importante: assim como um alimento, a cerveja também precisa de ambiente adequado para ser preparada para venda. “Quando feita em casa, ela serve pra consumo próprio ou para aquela festa com os amigos. Mas essa cerveja não pode ser comercializada. O Ministério da Agricultura determina as regras para os ambientes de preparação do produto pra venda. É preciso um local específico e que cumpra toda a legislação”, afirma Zaldguer, que orientou os cooperados sobre essa boa prática durante as oficinas.

A cooperada Vanessa Silveira Zanoni produziu a própria cerveja com o curso, e descobriu curiosidades a respeito do processo de preparação. “Eu imaginava que fosse simples, mas ao conhecer cada passo, entendi o rigor que precisamos ter. Desde a limpeza do local até a pesagem dos ingredientes, tudo interfere no resultado final. E descobri também que com o malte que sobra da produção de cerveja, é possível fazer um pão caseiro delicioso”, conta a representante comercial e aluna das oficinas.

Por Débora Cândido Garcia

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