Giovana Colombo Baroni – Psicóloga CRP 12/17683

O medo é um estado emocional natural do ser humano, sua função é a de nos deixar em alerta quando estamos em perigo. Em sua forma saudável ele é benéfico para o ser humano por nos proteger em algumas situações, como por exemplo, uma criança não fazer carinho em um cachorro bravo por possuir medo dele. Diante de seus latidos ela pode ter uma reação intuitiva de que ele possa mordê-la, sente medo, e se retrai/afasta do animal.

Isso ocorre em várias situações e contextos, e está tudo bem! O problema é quando este medo fica excessivo e acaba trazendo sofrimento ao homem, como por exemplo, crises de pânico, fobias, dentre outras patologias que tem enquanto característica principal a paralização do sujeito frente ao medo, que ocasiona uma crise – sofrimento intenso.

O medo patológico em si é apenas uma sinalização de que algo não está bem – ele precisa ser avaliado com cautela e cuidado para compreender sua origem, desde quando está instaurado e qual a função dele na sua vida, neste momento. Ele quer te proteger do que?

Obviamente estamos explanando acerca dos medos patológicos, e segundo dados do National Institute of Mental Health (NIMH), entidade norte-americana voltada para a saúde mental, as fobias específicas atingem cerca de 12,5% da população em geral. No recorte entre gêneros, porém, a diferença é grande: 12,2% das mulheres e 5,8% dos homens.

Geralmente o medo não aparece de forma isolada, junto com ele pode surgir ainda a ansiedade, angústia e insegurança. Por isso é indispensável o tratamento ideal para cada caso com profissionais da área de saúde mental conforme colocado anteriormente.

Mas, se eu tratar eu vou perder este medo?

Sim, mas o tratamento precisa ser realizado da forma correta e com engajamento. Em processo de psicoterapia você será capaz de reconhecer a raiz deste medo, os motivos pelo qual ele está aí, e o que ele quer dizer para você. A psiquiatria por sua vez, em paralelo com a psicoterapia, auxiliará de forma medicamentosa, para que os sintomas psicofísicos diminuam. Porém, quando não tratado, pode ir se agravando de forma gradativa até o ponto do sujeito sentir-se impossibilitado de sair de casa, por exemplo.

Mas como saber se o meu medo é saudável ou patológico?

Como citado anteriormente, o medo saudável é aquele que aparece de forma esporádica, ele surge e logo depois passa e não causa nenhum tipo de impossibilidade. Já o medo patológico é aquele que acaba trazendo sofrimento ao indivíduo, podendo apresentar sintomas como sudorese, taquicardia, sensação de desmaio, dores de cabeça, entre outros (isso varia muito para cada tipo de medo).

As pessoas geralmente possuem medos: de perder alguém que ama, medo da morte, medo de não alcançar seus objetivos profissionais, medo de assalto… O que precisa ser avaliado é a frequência e intensidade desses medos. Ele por si só é uma emoção natural do ser humano, porém, quando é intensivo, frequente e causa sofrimento, é necessário o tratamento.

Em quanto tempo eu consigo me livrar do medo patológico?

Depende muito do grau que este medo está, em qual patologia ele se enquadra, do seu engajamento no tratamento (pois nem todas as pessoas o fazem de forma correta, e isso é indispensável para a melhora), e o acompanhamento psicológico ser realizado de forma frequente. Mas lembre-se: há solução!

E quais são os principais sintomas?

Aqui estamos falando sobre o medo de forma geral, mas ele pode se apresentar em várias patologias, como por exemplo, a síndrome do pânico, as fobias, transtornos de ansiedade, entre outros. Cada patologia possui seus sintomas específicos, porém, os sintomas centrais do medo patológico são: taquicardia e sudorese, ansiedade, podendo haver sensação de desmaio. Dependendo do caso outros sintomas podem aparecer, por isso a importância de uma avaliação individual.

Aproveito para lembrar que nem todo medo é patológico, e ele em sua forma natural serve para nos alertar dos perigos. Eu, por exemplo, tenho medo de assalto. Outra coisa: medo não é sinônimo de fraqueza, mas sim, uma reação natural do nosso organismo! E você, tem medo de que?

Lembre-se: se o medo está dentro de você, é porque você é MAIOR do que ele! Se cuida!

Abraço fraterno!

Participe conosco! Envie suas dúvidas ou sugestõs para o e-mail gihh_b@hotmail.com Fico à disposição também no Instagram: @psicologagiovanacbaroni

Abraço fraterno!