Durante a noite,
Parece engraçado a forma,
Que os sonhos conversam!
O silêncio que parece tão incerto!
Da incerteza de um novo amanhecer!

Durante a noite,
A poesia torna-se inerte!
Rouba dos santos a própria prece,
Falando coisas proibidas,
Até então escondidas do mundo!

Durante a noite,
Barulhos pitorescos acontecem!
Ensurdecem os ouvidos de alguns maduros!
Enrubescem a pele de alguns profanos,
E deixam outros apenas a se perder!

Durante a noite,
A noite não tem dono!
O mundo torna-se insano!
Fala tantas coisas,
Que nada se ouve,
Tudo de desfaz,
Quando a noite se vai!
E a normalidade volta a reinar!