Colunistas Margarete Ugioni

Dose de esperança

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Faz tempo que esperava este dia, não somente eu, mas todos nós seres humanos do planeta. Minha primeira dose de imunização para combater este mal que ceifou tantas vidas finalmente aconteceu.

Meu genro me perguntou qual era a sensação que eu estava sentindo naquele momento, em que entrava no meu corpo, o líquido que iria permitir eu ter um pouco da vida que tinha antes desta epidemia do coronavírus. Não poderia ser outra resposta: sentimento de esperança. Esperança de que a Ciência tenha conseguido, de fato, encontrar uma vacina para que eu, e todo o universo, voltemos aos poucos à rotina.

Nunca mais será a mesma coisa. Será muito difícil esquecer cenas horríveis que vimos e ouvimos através dos meios de comunicação do mundo inteiro. Primeiro o sentimento de negação achando que o vírus não chegaria até nós, mas logo fomos surpreendidos com os primeiros casos importados e depois comunitários.

E a ficha começou a cair. Tivemos uma correria aos supermercados provocando desabastecimento de muitas mercadorias e também às farmácias buscando um remédio que fosse milagroso e nos poupasse do contágio.
Depois veio o grande número de internações e em seguida as mortes. Nunca mais esquecerei – e penso que nem você – aquelas cenas de corpos precisando ser amontoados em câmaras frias, nos fundos dos hospitais, à espera de um funeral que na sua maioria acontecia de modo solitário.

E daí em diante parece que a pandemia fugiu do controle das autoridades sanitárias e não tinha outra saída senão a imunização em massa. Foi uma correria contra o tempo, no mundo todo, até conseguir uma vacina eficaz. Nunca se soube que em outros tempos houvesse tido, nesta magnitude, união de forças e Ciência para se chegar a um bem comum.
Agora podemos vislumbrar uma luzinha no fim do túnel, a vacina é sim a dose de esperança para todos nós, esta pequena frase “dose de esperança” nunca foi tão pronunciada, ela vai devolver a vida para àqueles que conseguiram sobreviver a tão devastador mal.

Infelizmente sofremos muitas perdas, tivemos famílias devastadas pelo coronavírus. Porém, quem sobreviver vai contar sobre uma epidemia que não escolheu sexo, cor, etnia e nem classe social, atingiu a todos, o inimigo oculto.
O mundo vai se recuperar, precisamos ser otimistas e continuar com as recomendações válidas desde o início: cuidados como a higienização das mãos, o uso de máscara e o distanciamento. E fiquem atentos às datas de vacinação e até lá se cuidem, pelo amor de Deus. É o que podemos fazer por enquanto.
Cuidem-se e fiquem bem!

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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