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🕒 Atualizado em 23/08 às 20h16

Dinheiro parado no FGTS pode ser usado agora; veja como

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Muita gente só pensa no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) quando é demitida. Até lá, o saldo vai crescendo mês a mês na conta vinculada, sem que o trabalhador saiba exatamente quanto tem nem o que poderia fazer com esse valor enquanto ainda está empregado.

A boa notícia é que não é preciso esperar uma demissão para acessar parte desse dinheiro. 

Existem formas legais de usar o saldo com a carteira assinada ativa, e entender como cada uma funciona ajuda a tomar uma decisão mais alinhada ao seu momento financeiro. A seguir, veja as principais opções e quando cada uma faz sentido.

O que a maioria das pessoas não sabe sobre o próprio FGTS

Todo trabalhador com carteira assinada tem um percentual do salário depositado mensalmente pelo empregador em uma conta vinculada ao FGTS. O saldo cresce todo mês, rende correção e juros, mas fica bloqueado para saque livre. 

A maioria das pessoas sabe que pode acessar o fundo em caso de demissão sem justa causa, mas não sabe que há outras situações em que o acesso é possível, inclusive com o vínculo empregatício ativo.

O Saque-Aniversário é uma dessas modalidades. Ao aderir a ela pelo aplicativo do FGTS, o trabalhador passa a ter direito a retirar uma parte do saldo uma vez por ano, no mês do seu aniversário. 

Essa opção abre também a possibilidade de antecipar esses saques futuros por meio de crédito, recebendo o valor de uma só vez sem precisar esperar cada aniversário chegar.

Quando faz sentido usar o FGTS antes de ser demitido?

Antecipar parte do FGTS pode ser uma alternativa mais vantajosa do que contrair uma dívida nova em várias situações práticas. 

Quem precisa quitar um saldo no cartão de crédito rotativo, por exemplo, pode pagar juros muito mais altos do que os cobrados na antecipação do Saque-Aniversário. Usar o próprio saldo como garantia, nesse caso, pode reduzir o custo total da operação.

O mesmo vale para gastos inesperados, como um conserto urgente ou uma despesa de saúde fora do planejamento. 

Para quem não tem acesso ao consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seja por ser autônomo que migrou recentemente para o regime CLT, seja por ter renda variável, o FGTS pode ser o único ativo disponível como garantia de crédito. Nesses casos, acessar esse saldo com planejamento é uma alternativa mais segura do que recorrer a modalidades sem garantia, que costumam ter taxas mais elevadas.

Como funciona o empréstimo FGTS na prática?

O empréstimo FGTS funciona como uma antecipação do saldo do fundo: você recebe o valor agora e as parcelas são descontadas diretamente do seu FGTS, uma vez por ano, no mês do seu aniversário, sem comprometer o salário mensal. 

A instituição financeira adianta o valor dos saques futuros e recebe o pagamento automaticamente do fundo, sem boleto nem desconto em folha.

Para contratar, é preciso aderir à modalidade Saque-Aniversário pelo aplicativo do FGTS e aguardar uma carência de 90 dias antes de autorizar a consulta ao saldo por uma instituição financeira. 

Na plataforma de crédito meutudo, você encontra essa modalidade com recebimento via Pix, simulação gratuita pelo app e contratação disponível inclusive para quem está com nome restrito. 

Um ponto de atenção importante: ao aderir ao Saque-Aniversário, o trabalhador perde o direito de sacar o saldo integral do FGTS em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40%. É uma informação que precisa entrar na conta antes de decidir.

Vale a pena usar o FGTS ou existem opções melhores?

O empréstimo FGTS tem vantagens claras em alguns cenários. As taxas costumam ser mais baixas do que as de modalidades sem garantia, como empréstimo pessoal ou cartão de crédito. 

O desconto não afeta o salário mensal, o que preserva o orçamento do dia a dia, e a aprovação tende a ser mais acessível porque o saldo do fundo funciona como garantia da operação.

Por outro lado, há situações em que outras opções podem ser mais adequadas. Quem tem margem disponível no consignado pode encontrar condições igualmente competitivas sem precisar abrir mão do saque rescisório. 

Quem está próximo de pedir demissão ou suspeita de uma eventual mudança no vínculo empregatício também deve avaliar com cuidado, já que a troca de modalidade exige uma carência de 25 meses para que o saque-rescisão volte a valer. 

Como em qualquer decisão financeira, o momento de cada pessoa é o que define o melhor caminho.

O FGTS parado na conta é um ativo real, e saber o que fazer com ele é parte de um planejamento financeiro mais consciente. 

A decisão de antecipar ou não depende do seu objetivo, do seu vínculo atual e das alternativas que você tem disponíveis.

Se fizer sentido para o seu momento, vale simular as condições antes de qualquer compromisso e comparar com outras opções que estejam acessíveis para você.