Em uma crise as pessoas se perguntam: O que? Como? Onde? De que maneira? Como isso está aconteceu? Vou morrer?

Taquicardia, sudorese, tontura, sensação de desmaio, formigamento das mãos, dentre outros sintomas que aparecem como uma avalanche e nos fazem pensar: O que está acontecendo comigo?

A crise de ansiedade aparece, geralmente, diante de algum estímulo – por mais que não percebamos isso. Ela surge perante os acúmulos emocionais que vão aparecendo ao longo do dia, da semana ou do mês. Algumas crises são mais intensas, outras menos intensas – e isso varia muito de uma pessoa para a outra.

Mas Giovana, qual a causa da crise?

Boa pergunta! É importante que saibamos que quando essa ansiedade aparece em forma de crise, é necessário uma intervenção medicamentosa – acompanhamento com um médico psiquiatra e posteriormente, psicoterapia. A causa é muito variável de caso para caso, pois a ansiedade patológica é uma manifestação emocional de que algo não vai bem, e por isso, a importância da psicoterapia: para avaliar a raiz dessa crise e os estímulos que fizeram com que ela aparecesse naquele determinado momento. Além disso, é importante lembrar que crises devem passar, elas não devem ser permanentes – e o tratamento psicológico e psiquiátrico auxiliam nesse processo.

Afinal, o que é uma crise?

Imagine que você está enchendo uma bexiga/balão de aniversário. Infle ar, mais ar, mais ar: conforme vai inflando o ar ele vai se expandindo, não é? E se você colocar ar em excesso, o que vai acontecer? Obviamente o balão irá estourar. A crise é isso. Inflamos emoções demais em nós mesmos sem olharmos para elas, sem cuidarmos delas e sem compreendermos a função delas em nossa vida, e quando nos damos conta, essas emoções pedem para serem olhadas através de crise.

Se formos pensar, em crise nós paramos. PARALISAMOS. Precisamos de um tempo para nos recompor, e retornar ao que estávamos fazendo. Para cada pessoa, a crise aparece diante de um estímulo diferente pois cada pessoa é uma pessoa, com história de vida e personalidade particulares. Mas, o que será que a sua crise te diria, se ela falasse?

Trago esta temática no artigo de hoje pois, diante da pandemia do Covid-19 e o isolamento social, muitas pessoas chegam até a mim com sintomas de crise, e quando não estão em crise de ansiedade, possuem medo de ter e isso faz com que o indivíduo viva pela ansiedade de forma constante. E a minha sugestão é: busque tratamento. É indispensável!

Para você que não sente ansiedade patológica ou nunca sentiu, vou dar um exemplo para que você entenda: é uma sensação de estar correndo uma maratona longa, mas a linha de chegada nunca chega – continua correndo, correndo e correndo. Sem paradas, sem descansos. Nos transtornos de ansiedade tem alguns tipos, mas de forma geral, é mais ou menos assim que acontece.

Para você que vem sentindo que a ansiedade tem te atrapalhado nos teus dias, seguem algumas orientações:

1.      Busque suporte profissional: você não precisa e não deve passar por isso sozinho;

2.      Se permita ser ajudado: conte com pessoas que você confia;

3.      Use e abuse da meditação: há alguns aplicativos de celular que você pode utilizar que auxiliam no processo de diminuição da ansiedade;

4.      Pratique atividade física: escolha aquela que você mais gosta!

5.      Em situações de crise: Pare, respire fundo, preste a atenção no espaço em que você está e se ele te oferece algum risco de fato. Se tiver alguém que você confie neste lugar, entre em contato com essa pessoa. Lembre-se: toda crise passa.

6.      Respira. Eu sei que é uma situação difícil de lidar, parece que a gente perde o controle, né? Mas respira. Se cuida!

Outra coisa que precisamos falar é: quem está passando por crises de ansiedade precisa de muitas coisas, mas a que menos ela precisa é de julgamentos. Se você não sabe o que dizer a quem está precisando de ajuda, ofereça o famoso ombro amigo. Os ouvidos. Se cuide. Cuide da sua saúde emocional. Toda crise passa, e se quiser conversar comigo: fico á disposição!

Abraço fraterno!

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