Nossa cidade é conhecida pela gastronomia: comida, “fartura”, mesa cheia e muitas risadas. E é uma delícia. Com a família, amigos, ou até mesmo sozinho, é delicioso saborear um alimento que se gosta, não é mesmo? Diante disso, hoje te convido a vir comigo para refletirmos sobre nossas emoções e a alimentação: será que tem alguma relação?

Podemos pensar que o ato de comer em si, é biológico e é realizado para matar a fome e nutrir o nosso corpo para a sobrevivência. Se formos pensar na questão da amamentação, por exemplo, no ato de amamentar a mãe fornece ao filho além do leite em si, o afeto, carinho, suporte e segurança. É um envolvimento biológico através da alimentação, e emocional, através da simbologia do ato de ser alimentado por alguém. Neste momento inicia-se o vínculo do bebê com a mãe e com o alimento: aquilo que lhe deixa satisfeito.

Além de ser um ato biológico, a alimentação pode ser caracterizada ainda, como um ato social e cultural. O ato de compartilhar refeições em nossa cultura é comum e serve para momentos de descontração, comemoração e fortalecimento de vínculos.

É bastante comum hoje em dia, utilizar-se de comidas gostosas para comemorar conquistas, celebrar algum evento, ou até mesmo, relaxar depois de um dia cansativo presentear alguém com um doce. Fazer um jantar em casa, ir a um rodízio de pizzas, jantar em um restaurante bacana, são atitudes que além de suprirem a fome física, acabam contribuindo no bem-estar emocional do indivíduo.

Mas afinal, o que é fome física e emocional?

De forma breve e sucinta, podemos compreender a fome física como o vazio do estômago, é quando o corpo emite sinais de que está precisando ser alimentado, e que vai aumentando aos poucos, até que receba o alimento. Conhecida também com o “ronco” da barriga. Já a fome emocional, é aquele desejo de comer algo, que aparece “do nada” com a sensação emergencial daquele determinado alimento, de que precisa ser ingerido o mais rápido possível. Diferente da fome física, a fome emocional não é saciada com uma quantidade específica de alimento, ela só é saciada quando o sujeito alimenta-se de determinado alimento, ou comer até sentir-se desconfortável.

Com isso, lhe questiono: você se alimenta apenas quando tem fome?

Pergunto isso pois é comum comer de forma exagerada quando vamos a um evento social (casamento, festa, comemoração, aniversário…) e não há problema algum nisso. As questões preocupantes estão na frequência em que isso ocorre, e na quantidade. Muitas vezes, ao suprir uma fome emocional e comer exageradamente, pode surgir junto a isso uma sensação de culpa, tristeza e frustração por ter comido demais, sendo que a fome emocional foi suprida, mas o problema inicial não. O desejo foi saciado, mas o gatilho desencadeador ainda continua presente.

As emoções podem influenciar de forma positiva ou negativa na alimentação. Podemos relacionar a questões positivas quando nos alimentamos para uma comemoração, momentos alegres e de celebração, enquanto que as negativas aparecem nos excessos alimentares em detrimento sentimentos de tristeza, angústia, frustração.

É bacana avaliar se estamos comendo porque sentimos fome, ou se estamos nos alimentando para lidar com algum sofrimento. Comer grande quantidade de alimento com muita frequência pode prejudicar sua saúde física e emocional, é preciso avaliar se aquele alimento é o que você quer (emocional) ou o que o seu corpo precisa (físico).

Claro que não é crime algum comer um alimento que gosta e se permitir se alimentar sem preocupar-se, a questão é quando isso torna-se frequente ao ponto de prejudicar sua saúde. É possível sim, manter uma alimentação balanceada comendo o que gosta, mas se faz necessário ter um equilíbrio nutricional, e quem pode auxiliar nesta questão é o profissional nutricionista.

Caso você perceba que sua relação com o alimento lhe traz sofrimento, é bacana buscar auxílio com um profissional de psicologia para avaliar quais são as questões que envolvem essa relação alimentar, e, ainda, a consulta com um nutricionista, que irá dar suporte e orientação sobre os alimentos que devem ser ingeridos.

Ao profissionais da área da saúde, uma dica! No dia 15 de junho ocorrerá em Criciúma um Mini-curso sobre Psicologia e Comportamento Alimentar ministrado pelos psicólogos Érica Inácio e pelo Marcos Izé, no qual será abordado questões de comportamento alimentar e suas influências, autoimagem corporal e relação com a comida, relação emocional com a comida, transtornos alimentares e atuação da psicologia em processos de emagrecimento saudável e cirurgias bariátricas. As inscrições são limitadas, maiores informações pelo instagram @ericainaciopsi e @psicologomarcosize. Segue abaixo o folder.

Cuide-se!

Participe conosco! Caso tenhas alguma dúvida ou sugestão, fique à vontade para entrar em contato pelo e-mail gihh_b@hotmail.com. Receberei com afeto! Abraço fraterno!