Economia

Com salários atrasados há dois meses, Desigual.ind encerra atividade em Nova Veneza

©Willians Biehl
Por Willians Biehl

Trabalhadores foram surpreendidos com a retirada de equipamentos da empresa durante a madrugada desta sexta-feira, 19.

Os quase 30 funcionários da Desigual.ind, lavação industrial localizada no bairro Baixada no distrito de Caravaggio em Nova Veneza, foram surpreendidos na manhã desta sexta-feira, 19, com o encerramento das atividades da empresa. Conforme os colaboradores, vários equipamentos foram retirados durante à madrugada.

Com dois meses de salários atrasados e apenas 25% do décimo terceiro salário de 2018 pago, os funcionários afirmam que foram lesados pela empresa. “Poderiam ter conversado com a gente durante o dia, mas preferiram vir durante à madrugada. Primeiro contaram uma versão de que eles não teriam vindo pessoalmente retirar as máquinas, depois descobrimos que estavam mentindo, porque vimos eles pelas câmeras de segurança,” relatou uma funcionária.

Ainda no início da tarde desta sexta-feira, a direção da empresa esteve no local. Afirmaram que pretendem acertar a dívida com os funcionários na manhã deste sábado, 20. Eles pretendem homologar um acordo com os colaboradores na presença de membros do sindicato da categoria. A proposta seria parcelar a dívida. “Duvido que honrem com o combinado, muitas pessoas que saíram da empresa há meses, estão até hoje para receberem os valores parcelados,” afirmou um dos funcionários.

O proprietário da estrutura onde a Desigual.ind funcionava, também ficou com valores em atraso. “Faz quase um ano que não recebo o arrendamento, além do sucateamento do meu equipamento. A gente ia tolerando por conta da situação de crise da economia, mas agora chegou a este ponto,” afirmou Luiz Carlos Daniel.

O arrendador também disse que um Boletim de Ocorrência será registrado, pois equipamentos de sua propriedade também foram levados do local. Além disso, Luiz Carlos também entrará com pedido de reintegração de posse.

Com diversos produtos já prontos para serem entregues aos clientes, a direção da empresa tentou convencer os colaboradores a permitirem a saída dos produtos, mas foram impedidos até a homologação do acordo neste sábado, 20.

Para garantir que mais nada seja levado da empresa, os funcionários se revezarão em vigília na entrada da fábrica.

Para garantir a ordem e a integridade das pessoas a Polícia Militar do município foi acionada em dois momentos nesta sexta-feira, 19. Primeiro pelos próprios funcionários, depois pelos proprietários da empresa.

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