Levantar, arrumar as crianças, fazer o café, leva-los à escola, ir ao trabalho. Meu Deus! Já está na hora do almoço. Sair do trabalho, pegar os filhos, passar em casa, almoçar, deixar os filhos com a babá, voltar ao trabalho. Fazer relatórios, cumprir metas, melhorar seu desempenho profissional, buscar ser o melhor o tempo todo. Os problemas ficam em casa. Sair do trabalho, chegar em casa, colocar os filhos no banho, e fazer as outras mil coisas que faltam até chegar a hora de ir dormir. E amanhã? Tudo de novo.

Essa é a rotina de muitas pessoas. Dias passam, meses passam, anos passam, e a rotina não muda – ou até muda, mas continua na correria. Porém, essa correria toda pode acabar acarretando em um cansaço emocional. Não há nada de errado em ter uma rotina corrida, nem tampouco realizar várias atividades ao longo do dia. A questão em que devemos avaliar é o quanto isso interfere em nossa saúde física e emocional!

Cansaço emocional é a exaustão extrema, em que o corpo está disposto mas a mente está carregada. Com ele, podem surgir alguns sintomas como: apatia, desânimo, falta de vontade de realizar as atividades rotineiras, ansiedade, irritabilidade, entre tantos outros sintomas que variam de indivíduo para indivíduo. Podemos exemplificar o cansaço emocional com a Síndrome de Bornout:

“A Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade, especialmente nas áreas de educação e saúde.” (Ministério da Saúde)

Síndrome de Bornout é apenas um dos exemplos que podemos citar quando pensamos em cansaço emocional. Mas ele pode aparecer as vezes de uma outra forma. Isso geralmente se desencadeia pelo acúmulo de situações estressoras e que vão sendo “guardadas” por certo tempo, até que em determinado momento, o corpo e a mente sinalizam que não está bacana, e então, surgem os sintomas.

É compreensível que as pessoas tenham cansaço emocional devido a demandas de trabalho e de atividades que executam no dia a dia. Nossa sociedade atualmente nos traz uma grande taxa de cobranças, como por exemplo, ser o melhor profissional, formar-se aos 24 e ter emprego imediatamente pós formação, ser a melhor mãe/pai, ser a pessoa exemplar, e ainda, dormir 08 horas por noite. Muitas vezes é necessário revermos se o que a sociedade exige é o que queremos para nós mesmos. Nem tudo o que é imposto é saudável.

“Mas e agora? Devo abandonar meu emprego, mudar toda a minha rotina?”

Isso quem irá responder é você. Busque avaliar o que está lhe deixando cansado emocionalmente, e um caminho muito bacana é a psicoterapia, pois lá você vai poder identificar os agentes estressores e estipular estratégias para lidar com suas atividades do dia a dia.

Podemos pensar ainda em, tirar momentos da semana para fazer algo que gosta, ter um “hobbie”, fazer caminhadas, leituras prazerosas, e cuidar de si mesmo: da sua forma, do seu modo.

É importante ainda pensarmos na importância de fazer uma coisa de cada vez, concentrar-se em uma situação específica, e depois em outra. É bastante comum que as pessoas com dificuldades de dizer “não”, acumulem-se de tarefas que não teriam condições de fazer, mas fazem por não conseguir negar algo a alguém. A longo prazo isso pode desencadear um cansaço emocional oriundo do excesso de questões que essa pessoa precisa dar conta, e por isso, é necessário exercitar o “não”.

O equilíbrio é a regra mais certeira. Assim como na alimentação, na saúde mental também. Ao mesmo passo que cansamos, precisamos nos permitir descansar. Frear. Stop. Reservar um momento para si, para tirar o cansaço e fazer alguns nadas, mesmo que seja por um instante.

Cuide-se, é de sua saúde em que estamos falando.

Participe conosco! Caso tenhas alguma dúvida ou sugestão, fique à vontade para entrar em contato pelo e-mail gihh_b@hotmail.com. Receberei com afeto! Abraço fraterno!