Brincadeira de criança
Colunistas Margarete Ugioni

Brincadeira de criança

Quem disse que criança não gosta de “brincadeira de criança”? Brincadeiras a que me refiro são todas aquelas que dispensam computador, celular e televisão. Parece impossível para muitos adultos, achar que nossas crianças não gostam de pega-pega, andar de bicicleta ao ar livre, jogar bola, brincar de “cozinhadinho”.

Mas elas gostam sim. Ninguém pode expressar uma opinião daquilo que não conhece. Dias atrás uma família foi passar um final de semana num sítio. A preocupação é que lá não tinha nenhum tipo de tecnologia, nem tv, apenas um telefone fixo. Sinal de celular ou internet nem pensar.

E agora o que os meninos iriam fazer? Um menor tem 10 e o adolescente 17 anos, como irão se distrair?
Pergunte a eles o que acharam da experiência, se gostaram ou não? Para surpresa de todos eles adoraram, principalmente o menor.

O garoto mais novo fez tudo que podia, fez tudo que a luz do dia permitiu: jogou muita bola, brincou de skate e outras brincadeiras mais. Aproveitaram o lindo dia e fizeram também um tour pela comunidade e assim passou o final de semana com muitas experiências novas, até então nunca experimentadas.

E então, podemos dizer que as crianças só gostam de tv, video game e celular? É claro que não. Tudo é oportunidade. É mostrar, oferecer às crianças experiências novas, novas formas de se divertir. Os pais de hoje andam muitos ocupados e é mais prático dar à criança um celular para ela ficar quieta do que levá-la a um parque ou ler um livro pra ela. De quem é a culpa? Na minha opinião é desta sociedade consumista que invade nossas casas com propagandas cada vez mais criativas e alienantes.

E não foi prazeroso só para os meninos não, os adultos também se desligaram do mundo, se “desconectaram” como se diz. Segundo eles foi gostoso dormir com o som dos bichos e não com o barulho de carros ou o som da tv no quarto.
Vamos pensar um pouco mais no que estamos fazendo com nossos filhos e que oportunidades damos a elas. A vida é simples, nós é que complicamos. Sete horas da noite o Miguel já estava dormindo.

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