Brasil de muitas dores, mas muitos amores
Colunistas Margarete Ugioni

Brasil de muitas dores, mas muitos amores

Neste sete de setembro tenho recebido muitas mensagens relacionadas ao dia da Independência do Brasil. Curiosamente todas de esperança, de credibilidade, mensagens demonstrando o amor que a maioria tem pelo nosso país.

Eu digo curiosamente porque, em anos passados, as mensagens não eram assim tão positivas e demonstrando este “amor” todo pelo Brasil. Eram, na sua maioria, de crítica e negação ao país.

Acredito que este novo pensar seja em respeito ao sofrimento que muitos brasileiros estão passando neste tempo de pandemia. É muita dor.

Estamos há seis meses vivendo uma situação nunca imaginável. Se lá em março tivéssemos uma visão da situação atual  não acreditaríamos, diríamos que isto não iria acontecer jamais.

E está acontecendo. Até quando? Quem sabe? Eu não arrisco nenhuma previsão. Para muitas famílias não foi o isolamento a preocupação maior, foi a perda de um ente querido. A morte ronda por entre caminhos que não conseguimos conter, seja por COVID ou outro mal, muitos brasileiros amanheceram, mas não anoiteceram.

Foi assim, num sopro, e já não estavam mais entre nós.

Você acha que diante de tanta dor e sofrimento alguém tem coragem de reclamar deste ou daquele político corrupto? Eu não tenho.

Procuro nesta época rezar pelos que sofrem e fazer o que está ao meu alcance. Ainda tem muita gente boa, que se preocupa com o próximo. Basta escutarmos os meios de comunicação que veremos muitos exemplos de bondade, de compaixão, de amor ao próximo. Brasileiros arriscando a vida pelo outro e sem pedir nada em troca.

É deste amor que o Brasil precisa. É de amor, caridade, compaixão que nós brasileiros estamos necessitando neste momento. De empatia.

Nosso sistema de saúde enfrenta vários problemas para atender a todos, mas nem por isso os médicos, enfermeiros e técnicos cruzam os braços e deixam a culpa cair sobre o sistema ineficaz. Não, eles sacrificam suas vidas pessoais para doar horas, dias para salvar uma vida. Muitos profissionais estão há meses sem ver seus familiares mais próximos. E tantos entre eles também já morreram na luta pela vida. É injusto não acham?

Mas é o movimento da vida, lutar para que todos tenham vida.

E os corruptos que tiraram proveito da situação? Para os corruptos nós podemos dar o troco nas urnas. Falta pouco tempo, está em nossas mãos.

Se cuidem e cuidem uns dos outros.

Maria Margarete Olimpio Ugioni

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