Para início desta coluna temos que conhecer as características e tipos de botijões de gás, que são deveras importantes para o dia a dia de muitos de nós. Existem no mercado vários tamanhos de botijões sendo de: 1kg, 2 kg, 5kg, 13kg, 20kg, 45kg, 90kg e outros. Mas os que servirão de parâmetro para as informações aqui, serão os cinco primeiros.

A carcaça do objeto em questão é feita com material de aço que confere ao botijão a capacidade de suportar grande pressão. Há uma válvula no centro superior, onde para liberar o gás é conectado uma outra válvula externa que livrará o produto que está dentro para fora. Essa ação ocorre devido a um mecanismo de mola que quando pressionada libera o gás, e quando em descanso cessa a passagem.

Ao lado desta válvula citada acima existe um pino ou plug fusível, que é um material feito com liga metálica a base de Bismuto. Quando a temperatura ambiente atinge 78ºC, o mesmo derrete e libera o gás que está no interior do botijão para fora de forma abrupta, isso acontece devido a grande pressão interna. Somente aparelhos acima de 5kg têm este pino, e por isto que não explodem.

Agora quando se trata dos botijões pequenos, os chamados “liquinhos”, aqueles de 01 e 02 quilos, estes não possuem o tal pino de bismuto, e não tendo por onde sair o gás em momento de superaquecimento, o vasilhame literalmente explode, isto é, rompimento total da estrutura. E com isso quem estiver ao redor sofrerá lesões de intensidade variável.

O Gás Liquefeito de Petróleo – GLP, estão compostos dentro do botijão como propano, butano e o mercaptano, o qual dá cheiro ao produto. Em conjunto estão acondicionados de forma liquida e vapor, sendo 85% e 15% respectivamente, o que oferta equilíbrio a pressão interna.

Este gás inflamável está dentro do botijão e não é tóxico, porém quando está solto no ambiente, ele toma o lugar do ar que respiramos tornando-se asfixiante para quem estiver exposto numa concentração ideal. Se houver vazamento o conteúdo que é mais denso que o ar, vai procurar os pontos mais baixos (buracos, ralos, valetas, etc.) para os mais altos.

Em suma o P-13 é um botijão de gás que possui treze quilos de GLP no seu interior, este deve ser instalado fora de casa para abastecer o fogão que está dentro. O P-05 é idêntico ao citado acima só que menor. O P-20 é um botijão usado em empilhadeiras e tem como peculiaridade ser o único que “trabalha” deitado, digo, na horizontal. Enquanto o P-01 e P-02 conhecemos por aqui como “liquinho”. Este é usado com mais frequência em campings, e o que o torna explosivo é o aquecimento acentuado no seu entorno, como já foi dito.

Sabemos que há o questionamento das pessoas através dos anos, se o botijão de gás explode ou não, a dúvida está atrelada ao vazamento de gás que inunda, ou melhor, gaseifica o interior da residência (exemplo) que fica tomada por este produto. E quando ocorre uma centelha, inicia-se uma queima violenta, que dá ideia de explosão, mas não, é queima rápida mesmo!

Duas situações: o botijão de gás que está mais próximo das pessoas é o P-13, este é o mesmo que alimenta o fogão de casa. Deve ser instalado fora da residência, sempre! Mas se o seu estiver dentro da cozinha, lamento, você e os seus estão submetidos a risco desnecessário.

Notaram em que nenhum momento escrevi o chavão “gás de cozinha”, isso foi de forma proposital! Porque ele na verdade não é da cozinha! O botijão é de fora da casa, o gás é do fogão, e a cozinha é do cozinheiro ou da cozinheira …