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Religião

Bispo de Criciúma celebra missa com os jornalistas

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Celebração foi realizada em ação de graças pelo trabalho da imprensa e em razão do Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado pela Igreja no último domingo de maio.

Hoje eles não foram cobrir nenhuma pauta. Ao contrário, o assunto principal foram eles próprios. Na manhã desta sexta-feira, 19, o Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, em Nova Veneza – que a partir de hoje passa a celebrar a novena em preparação à 66ª Romaria – acolheu profissionais representantes de diversos veículos de comunicação do Sul Catarinense.

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O motivo do encontro foi o fato de a Igreja estar próxima de celebrar o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, em 28 de maio e, por causa disso, a necessidade de partilhar a mensagem do Papa Francisco aos comunicadores para a data.

A celebração em ação de graças por todos os trabalhos desenvolvidos pela imprensa na região foi presidida pelo Bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inacio Flach, e concelebrada pelo Reitor do Santuário, padre Valdemar Carminati; pelo Coordenador Diocesano de Pastoral, padre Joel Sávio, e pelo pároco de Urussanga e presidente da Rádio Marconi, padre Daniel Pagani. A animação foi conduzida pelo músico Leonei Ferrarezi, de Araranguá,que recentemente lançou um álbum com canções sobre Deus e a família.

Em sua intenção para a missa, Dom Jacinto pediu para que todos os jornalistas sejam iluminados pela graça de Deus em seu dom de comunicar e rezou pela alma do jornalista Aires Cardoso, do jornal Folha dos Municípios, falecido nesta semana, vítima de infarto.

Em sua fala, o Bispo de Criciúma ressaltou a constante preocupação da Igreja com a comunicação, em sua missão de propagar a Boa Nova de Jesus Cristo. Dom Jacinto recordou alguns trechos escritos pelo Papa na mensagem que tem por tema: “’Não tenhas medo, que Eu estou contigo’ (Is 43,5) – Comunicar a esperança e confiança, no nosso tempo”. “A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade. Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas ‘notícias más’. Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingênuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal ”, parafraseou Dom Jacinto.

O epíscopo ressaltou o importante papel desempenhado pelos veículos de comunicação, como parceiros na divulgação de tantas iniciativas e acontecimentos da Igreja diocesana, mais recentemente, com relação à inauguração do Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus. Conforme o Bispo, os meios atenderam a ânsia dos fiéis por informações sobre o novo templo edificado. “Vejo o que vocês conseguem fazer e por isso têm tanta acolhida em nossa região. A nossa Diocese abrange 26 municípios, 33 paróquias, mais dois santuários e uma população de aproximadamente 600 mil pessoas. Percebo, aqui, algo diferente de outras regiões. Vocês conseguem criar uma certa empatia e sintonia com nosso povo. Nunca ouço críticas ou reações negativas contra os jornalistas, porque vocês conseguem fazer uma conciliação entre as boas e as más notícias”, elogiou Dom Jacinto.

Diante da situação que se encontra o país, especialmente no cenário político, quando, segundo o Bispo, meios de comunicação nacionais parecem dar foco apenas a notícias negativas, Dom Jacinto enfatizou que Jesus Cristo, através de sua vida, morte e ressurreição, mostra que a última palavra sempre será de Deus e que sua Páscoa garante que o poder do mal perde sua força a certa altura. De acordo com Dom Jacinto, as notícias ruins de agora podem ser um sinal de purificação no futuro.

Missas com outras categorias

Ao concluir a celebração, o Bispo afirmou que outros encontros, como este primeiro realizado aos jornalistas, serão conduzidos a médicos, advogados, militares e políticos. “Que possamos nos sentir próximos! Deus abençoe e guarde a vida de vocês. Este não será o último encontro. Vamos continuar a fazer esses encontros, pois é muito importante que a Igreja cumpra aquilo que o Papa tanto insiste: uma Igreja em saída, que não fica esperando na sacristia. Esse espírito queremos construir, cada vez mais, para que a sociedade toda possa melhorar”, disse.

Após a bênção final, cada membro da assembleia recebeu a bênção individual das mãos do Bispo e uma pequena lembrança oferecida pelos santuários diocesanos. Em breve, um novo encontro será marcado com a imprensa, com o propósito de estreitar os laços de fraternidade entre a Igreja e os profissionais de comunicação.

Profissionais avaliam celebração

Participaram da missa profissionais dos jornais Amorim, Volta Grande, A Tribuna, Diário de Notícias, Folha dos Municípios; blogs Dani Niero, Karina Manarin; TV Litoral Sul; rádios Marconi, Hulha Negra, Voz da Vida, Onda Jovem e portais Veneza e Engeplus. Representando o grupo, a jornalista Mayara Cardoso (A Tribuna) e o apresentador Jonatas Corrêa (Hulha Negra) participaram da liturgia, fazendo a proclamação da leitura e salmo do dia. Também esteve presente e fez um agradecimento especial aos jornalistas a Equipe de Comunicação do Santuário inaugurado em Morro Bonito, Içara.

Para a maioria dos participantes, a celebração valorizou o trabalho dos profissionais a serviço da sociedade, como o jornalista Sandro de Mattia, da TV Litoral Sul. “Foi muito bacana este trabalho de aproximação e que bom fazer com as outras categorias também, iniciando pela gente. Foi uma valorização da categoria, chamar os jornalistas, que são formadores de opinião, rezar por eles e falar de seu papel fundamental e importante em construir opinião na cidade através dos veículos que utilizam. Porque somos vistos, às vezes, apenas como repassadores de informação, não como construtores de opinião. Somos chamados, geralmente, só para trabalhar e a Diocese nos chamou para falar da importância de nosso trabalho. Isso que é legal”.

Para a jornalista Mariane Rodrigues, o sentimento é semelhante ao de Sandro. “A missa foi algo muito especial. Eu e, com certeza, todos os colegas, nos sentimos lisonjeados. Sem falar nas belas palavras do amado bispo Dom Jacinto, que nos fortificam a continuar nossa missão de comunicar, não só notícias ruins, mas também comunicar a boa nova, trazer para as pessoas o que de bom existe no mundo. Foi muito especial. Agradeço e que venham outras ações como esta!”.

Bibiana Pignatel



































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