Redação Portal Veneza

O Futebol é o esporte mais amado no Brasil. Antes da pandemia da COVID-19 levava milhões de brasileiros aos estádios todos os meses, sem contar com a torcida fanática de outros milhões que assistem aos jogos pela TV ou que ouvem pelo rádio.

Apesar disso, de toda essa paixão do brasileiro por esse esporte, o Futebol no país não vive um bom momento financeiro. Principalmente depois da parada obrigatória devido ao coronavírus. Sem receitas dos jogos, diversas equipes de divisões menores ou sem divisão alguma estão falindo.

E mesmo os clubes de ponta sentem a gravidade da crise. Diante disso é preciso buscar alternativas financeiras, embora elas não sejam muitas. No caso, algumas das melhores soluções a curto e a médio prazo passam pelas apostas esportivas.

Venda dos Betting Rights garantem repasse imediato

No último mês de abril surgiu uma das primeiras soluções financeiras para os clubes brasileiros proveniente das apostas esportivas: a venda dos betting rights do Brasileirão para casas de apostas estrangeiras.

O consórcio britânico entre Zeus Sports Marketing e Stats Perform garantiu os direitos para repassar imagens e vídeos dos jogos do Brasileirão para casas de apostas online.

Essas imagens virão, até 2022, da Rede Globo, mas a partir de 2023 esse consórcio será responsável por reuni-las. Mas de que forma isso é positivo para os clubes?

Em primeiro lugar porque os clubes receberão cerca de US$ 15 milhões pela venda dos direitos. Esses milhões serão divididos igualmente entre todas as equipes do Brasileirão, o que, ainda que represente pouco, pode dar um “respiro” a essas instituições. E elas ainda obterão rendimentos anuais de acordo com os lucros que esse consórcio tiver junto às casas de apostas.

Um benefício indireto da venda dos betting rights do Brasileirão para as casas de apostas é a exposição que as marcas dos clubes terão internacionalmente. Isso pode valorizá-las, o que certamente atrai o interesse de empresários e de jogadores estrangeiros.

Patrocínio de casas de apostas cresce ano a ano

 Desde 2019 o número de equipes brasileiras patrocinadas por casas de apostas cresceu muito. Ao final do Brasileirão 2019 eram 12 equipes com patrocínio de empresas do gênero:

  1. Flamengo
  2. Vasco
  3. Fortaleza
  4. Fluminense
  5. Atlético Mineiro
  6. São Paulo
  7. Corinthians
  8. Goiás
  9. Botafogo
  10. Santos
  11. Cruzeiro
  12. Bahia

O caso mais marcante talvez seja o do Flamengo. O rubro-negro conquistou a parceria com a Sportsbet.io, inicialmente apenas para contratos de publicidade no estádio e nas redes sociais.

O negócio deu tão certo que a parceria apareceu também no uniforme da equipe. Não se sabe quanto o Flamengo embolsou com o patrocínio, mas é fato que essa “ajuda” financeira fez bem ao clube.

Na temporada 2019 o time estrelado, comandado por Jorge Jesus, ganhou quase tudo que disputou. Só não levou a Copa do Brasil e o Mundial de Clubes, embora tenha demonstrado alto desempenho em ambos os torneios.

Esse tipo de parceria só foi possível graças à Lei 13.756/2018, sancionada em 2018 pelo ex-Presidente Michel Temer. Ela aprovou a exploração das apostas esportivas de cotas fixas no país, que serão legalizadas entre 2020 e 2021.

Foi a partir dela que os clubes brasileiros receberam a permissão para fecharem contratos de patrocínio e de marketing com empresas do segmento.

Cabe salientar que as maiores empresas do segmento ainda não entraram no Brasil. Com a legalização das apostas esportivas, elas certamente serão atraídas para cá, o que pode tornar o cenário dos patrocínios ainda mais promissor nos próximos anos.

Dessa forma, é notável a importância e o impacto positivo que as apostas esportivas têm para o futuro dos clubes brasileiros de Futebol. Em meio a tantas incertezas, o que se sabe é que a legalização desse mercado pode movimentar R$ 6 bilhões no Brasil por ano. E quem mais ganha indiretamente com isso com certeza é o esporte nacional.