Resultado ruim é uma das consequências da pandemia causada pelo novo coronavírus

Com os efeitos da pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica registrou queda no primeiro trimestre neste ano. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central (BC). As informações também estão no site valordiario.com.

No primeiro trimestre, comparado ao período anterior (outubro, novembro, dezembro de 2019), o índice apresentou queda de 1,95%, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2019, a queda ficou em 0,28%.

Em março, mês do início de medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia, houve recuo de 5,90%, na comparação com fevereiro. Esse foi o pior resultado mensal desde o início da série histórica, em janeiro de 2003. Em relação a março de 2019, a queda chegou a 1,52%.

Em 12 meses terminados em março de 2020, houve expansão de 0,75%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O índice foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da atividade econômica, o PIB – Produto Interno Bruto – com a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil deve apresentar uma queda significativa em 2020.

Projeções coletadas no Boletim Focus, do Banco Central, indicam que a economia terá um tombo de 2,96% neste ano, de acordo com a mediana das previsões. Para 2021, a expectativa é de um crescimento de 3,1%, segundo o relatório.

Alguns economistas, no entanto, preveem uma queda ainda mais acentuada. Projeções do Citibank afirmam que a contração pode chegar a 4,5% no PIB deste ano.

“Os casos do novo coronavírus no Brasil, assim como as medidas de distanciamento social, têm implicado em um enorme choque negativo de oferta. A perda de empregos, a menor confiança e o colapso das exportações adicionam à equação um choque negativo na demanda”, escrevem os economistas Leonardo Porto e Paulo Lopes em relatório enviado a clientes do banco.