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Amélia – Mulher de verdade

Na semana que múltiplas homenagens se faz à mulher, instantaneamente só vem um nome no meu pensamento – Amélia.

Quem é Amélia? Para os que não sabem é minha sogra, mora em São Francisco do Rio Morto (Nova Veneza/SC), completou 97 anos – diga-se de passagem com muita saúde – mãe de nomes que já fizeram e fazem política no município, esposa do saudoso Libero Ugioni.

Falar da nona Amélia é um compromisso muito grande, pois se eu disser algo que não faz jus à sua pessoa ela vai me cobrar. Sim, cobra porque é muito justa e íntegra na lucidez de sua idade já avançada. Ela tem uma memória espetacular, lembra de tudo e todos mas vez ou outra esquece do nome de alguém que viu ou passou pela sua vida há muitos anos. Compreensível não acham?

Por onde dona Amélia anda é abraçada e beijada, mas não pensem que é só por adultos não, as crianças adoram a noninha! Continua um mulher ativa, gosta de ir fazer suas comprinhas sempre que pode e ainda comanda todo o patrimônio da família, ai dos filhos se tentarem esconder alguma coisa dela.

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Ah, não gosta de perder a missa do Padre Miro no município de Siderópolis. Teve onze filhos, um falecido ainda bebê, mas graças a Deus os dez todos vivos e com saúde. Sua aparência é de uma pessoa frágil, mas dentro dela existe uma leoa que defende tudo e todos que ama. Trabalhou muito na sua vida, criou seus filhos quase que sozinha pois seu esposo tinha espírito de “negociador” e estava sempre com um pé na estrada.

Minha sogra tinha uma rotina diária bem intensa. Assim que amanhecia o dia precisava alimentar o gado e porcos, preparar o café para as crianças irem para a escola, ir para a roça, voltar pra casa fazer o almoço, preparar “mistura” para o café, retornar para a roça, tirar leite e tratar os bichos, fazer o jantar e colocar os pequenos na cama.

Quando todos já estavam descansando ela ainda ia costurar as roupas da família, que eram poucas e precisavam de reparos. Lavar roupas era quando dava pois não se trocava de roupa todos os dias como se faz hoje.
Tudo isso era a rotina de tantas outras mulheres da época, mas Amélia tinha um diferencial: era e é acolhedora. Muitos viajantes faziam paradas na sua casa porque ali nunca faltou um prato de comida ou pouso para quem precisasse, não importava se era amigo ou não.

Muitos de vocês que estão lendo estas palavras irão dizer: -É verdade, eu já comi na casa da dona Amélia.Amélia é doce, meiga, carinhosa, bondosa, íntegra, justa, não gosta que xingamos as crianças, é pura, trabalhadora (ainda gosta de fazer suas roças e carpir seu quintal). Quando adoece, vai para o hospital toma uns soros, volta pra casa e poucos dias já está retomando os afazeres que a idade lhe permite. É muita vitalidade para seus 97 anos, que benção!

Como posso falar de nós mulheres e não colocar dona Amélia no topo da lista? Seria imperdoável não acham?
Estas poucas palavras são para registrar o nosso amor e agradecimento por fazer parte do seu clã. Todos seus filhos, noras e genros, netos e bisnetos a veneramos e desejamos muitos e muitos anos ainda de vida, que ela saiba que é nosso exemplo de fortaleza e fé hoje e sempre será.

Quero homenagear neste Dia das Mulheres minha sogra Amélia, também minha mãezinha Dulce que não está mais entre nós, que foi exemplo de garra e compaixão pelo próximo, minhas filhas Patrícia e Denise, minha nora Michele e minha única neta mulher Mariana.

Estendo também minha homenagem para todas as minhas leitoras Mulheres, que independentemente da idade ou profissão, fazem o Mundo ser melhor. Que Deus nos proteja e guarde sempre, amém!

Maria Margarete Olimpio Ugioni

nona nota dez (2)
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