É o que muitas pessoas vêm se questionando. Eu mesma me questiono. Os pacientes me questionam. E a pergunta que eu faço é: e o que tínhamos antes da Pandemia? É fato de que isso abalou a vida emocional de muitas pessoas, os índices de aumento de casos está crescendo consideravelmente a cada dia. As pessoas estão sentindo-se ansiosas, com medo, apavoradas, dentre tantas outras sensações.

Seria estranho demais se não reagíssemos de nenhuma forma e passássemos por esse momento difícil de forma estática e sem reações, concorda comigo? O aumento dos casos de ansiedade, síndrome do pânico e afins é reflexo do instinto de sobrevivência. Essa pandemia serve para nós, ainda que de forma inconsciente, como uma ameaça. Ameaça a nós mesmos, ameaça a quem amamos, ameaça a todos. Por isso, precisamos estar fortes emocionalmente para lidar com isso.

Ah Gio, falar é fácil…

Eu sei! Colocar na prática é difícil mesmo. Mas o que teremos pós pandemia, é o que construiremos ao longo dela. Podemos entrar em desespero, nos intoxicarmos de informações e índices dos números de mortes diários, entrarmos em situação de estresse, ou então, buscarmos alternativas de lidar com essa situação que é quase que incontrolável, da melhor maneira possível.

O que você quer dizer com isso?

Quero te convidar a pensar nesse momento de pandemia e crise com outro olhar: aconteceu, está acontecendo, é fato e não temos o controle sobre todas as coisas. O que podemos fazer com isso? Quem sabe repensarmos aspectos que estavam adormecidos, renascer projetos engavetados, arregaçar as mangas e trabalhar naquilo que você queria, mas não fazia por falta de tempo, saborear uma comida com calma, respirar fundo. Pois é isso que vai restar pós pandemia. A construção que você fez durante o processo.

Geralmente as pessoas crescem em meio a desafios, em meio a dor e ao sofrimento. É nesse lugar que elas aprendem com seus erros, com as dificuldades e com os obstáculos da vida: podemos aprender ou ficarmos presos por lá. Se pergunte o que esse período de pandemia tem te ensinado, e de que forma você quer estar quando isso tudo passar. Elenque o que você quer fazer depois que a crise acabar, quando o vírus estiver contido e quando todos estivermos em segurança.

Chore. Ria. Grite. Respire. Pense. Seja. Permita-se sentir as emoções que surgirem: elas fazem parte de você. Não és mais fraco ou mais forte por permitir que elas saiam de uma forma natural e saudável – é de você que estamos falando. É inegável e natural que essa situação traga sofrimento, medo e angústia: olhe para isso e cuide de si mesmo.

Já diz uma velha frase… Se nossa mente não estiver bem, nada estará bom. A fortaleza inicia dentro de nós, na base, no interior. A mudança vem de dentro, e é assim que podemos nos fortalecer para passarmos por isso juntos. Cuide de você. Se sentir necessidade, busque um profissional de psicologia da sua confiança: pedir auxílio é sinônimo de coragem.

Seguem algumas formas de autocuidado, isso podem te auxiliar no fortalecimento:

  •   Tenha um hobbie: faça algo que você gosta;
  •    Desligue-se das redes sociais por um tempo: delegue momentos específicos para você acessá-las;
  •    Selecione os momentos e meios de comunicação pelo qual você irá acompanhar as notícias;
  •    Tome um banho relaxante, faça suas refeições com calma;
  •    Respire fundo.

“O autocuidado é essencial para a promoção da saúde.” Rafael Nolêto

Se quiser conversar, fico à disposição.

Abraço fraterno!

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