Até o momento em que escrevo esta coluna, já são 15 óbitos, vítimas do incêndio no Hospital particular no Rio de Janeiro, no último dia 12. Com 28 pacientes internados, transferidos a outros hospitais, e sete funcionários de mesma forma.

Quem é da área tem por costume de ao entrar numa edificação, sempre dar aquela olhada de soslaio nos dispositivos de proteção contra incêndio. Verifica-se de forma rápida extintores, iluminação, rota de fuga e outros. Mas muitas das pessoas não fazem isso, não ás culpo!

Créditos: Marcos A. Duarte

Sabemos também que numa situação normal os visitantes já se perdem dentro de nossos hospitais. Estão sempre perguntando onde é o setor tal ou até mesmo a saída, isso apesar de haver sinalização indicativa na maioria dos nosocômios.

Vendo os vídeos do hospital particular no Rio de Janeiro com o evento incêndio em andamento, percebi pessoas com celulares a mão, paradas em meio aos corredores, talvez tentando a melhor self ou postando fotos do que estava acontecendo, não sabendo o que estava por vir. Também observei que um homem carregava um extintor de gás carbônico andando vagarosamente, presumo que ele não seja da brigada de incêndio. Será que havia brigada ou ao menos funcionários treinados?

Vendo os vídeos do hospital público Governador Celso Ramos em Florianópolis, com o evento princípio de incêndio em andamento, ocorrido na madrugada do dia 24 do mês de setembro. Observei algumas pessoas com celulares a mão, mas, funcionários e outros, efetuando a evacuação dos usuários da edificação. Quando os Bombeiros chegaram no local, todos já estavam fora do ambiente sinistrando.

Créditos: Juan F. Fernandes – Treinamento

Neste caso acima a grande verdade é que os Bombeiros, dias antes de acontecer o evento adverso no Celso Ramos, já estavam treinando os funcionários para este tipo de ocorrência, tanto que no dia seguinte ao sinistro havia mais uma aula prática e se tratava exatamente de abandono de área, em caso de incêndio.

Com estas informações valiosas amigo (a) leitor (a), tire suas conclusões a respeito da real importância de uma Brigada de incêndio ou treinamento de funcionários pró-ativos.

Créditos: Juan F. Fernandes – Treinamento

Hospital sem Brigada de incêndio, é como curso de soldado sem curso de cabo, Bebeto sem Romário, futebol sem bola ou Piu-Piu sem Frajola …

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