Diversos países do mundo já enfrentaram problemas políticos, sociais e econômicos. Para algumas nações da América do Sul, não foi diferente. Um dos casos mais recentes é o da Venezuela. Com o objetivo de tentar solucionar a crise da economia, o governo venezuelano criou sua própria criptomoeda, o Petro. O anúncio foi feito em 2018 e foi visto como mais uma tentativa de superar a situação caótica que o país vem passando ao longo dos últimos anos.

Antes de detalhar o que está ocorrendo na Venezuela é preciso traçar um breve panorama sobre o universo das novas moedas digitais.

É que em um mundo cada vez mais conectado, inovações tecnológicas surgem a cada dia. É o momento que as criptomoedas chegam para servir como uma alternativa tanto para iniciativas públicas como privadas. Este mercado apresenta uma série de opções que prometem servir como possibilidades para aqueles que pretendem ir além do meio tradicional. Mas é preciso tomar conhecimento deste mundo e assim poder obter o melhor retorno. Algumas práticas como monitorar o valor do bitcoin, ler sobre outras moedas (litecoin, ethereum, ripple) e acompanhar portais e empresas do setor podem contribuir bastante para aqueles que desejam entrar no mundo das criptomoedas.

A popularização internacional das criptomoedas, por volta do ano de 2017 espalhou pelo mundo uma nova possibilidade de renda. Diante deste cenário, a Venezuela, que enfrenta uma grave crise econômica desde 2013, enxergou uma oportunidade, a de criar sua própria moeda virtual. O Petro foi instituído pelo governo de Nicolás Maduro com o intuito de estabilizar a economia, uma vez que a moeda convencional do país, o Bolívar venezuelano, se encontra totalmente desvalorizado. Uma inflação que alcançou um patamar superior à 1.000.000% o governo do país vive um momento bastante delicado. Inclusive, o presidente venezuelano já admitiu não achar uma má ideia utilizar o dólar americano como moeda principal.

A hiperinflação que a Venezuela vive nos dias de hoje foi um dos pontos que a fez criar o Petro. A moeda considera os valores aplicados com base no petróleo, no gás, no diamante e no ouro. A criação desta moeda virtual soou como mais uma tentativa de Nicolás Maduro de solucionar a grave crise econômica venezuelana. Todo o descrédito do governo diante da recessão que se estende por mais de 7 anos no país colocou ainda mais pressão nas negociações do Petro. Sem contar que o propósito das criptomoedas é justamente de ser livre da intervenção de governos. Neste caso, como o Petro foi criado pelo governo, a moeda acaba apresentando um certo descrédito diante do mercado global.

Além das alternativas do uso do dólar e da utilização do Petro, alguns venezuelanos encontraram outras alternativas para não sofrer com a crise. É o uso de outras criptomoedas. Negociações envolvendo bitcoins, por exemplo, ajudaram diversos indivíduos a sobreviver diante da situação em que o país se encontra. Um dos fatores principais é que muitos acabam conseguindo reverter o valor dos bitcoins em dólar, algo que possibilita ganhar em um dia o equivalente ao valor de um salário mínimo mensal.

A criação do Petro, a possibilidade de usar o dólar americano como moeda oficial e o próprio uso de outras moedas virtuais se apresentam como alternativas para um futuro melhor na Venezuela. Embora estas opções não sejam suficientes para tirar totalmente o país da crise, elas pelo menos propõem uma otimização do quadro atual. Serão as criptomoedas a salvação do povo venezuelano?