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🕒 Atualizado em 12/03 às 10h06

Idade máxima para doadores de sangue aumenta para 69 anos

A portaria 2.712 do Ministério da Saúde foi aprovada na semana passada e amplia a idade máxima dos doares de sangue. Agora são permitidos doadores até 69 anos de idade, o que aumenta, segundo o Ministério da Saúde, em dois milhões o público potencial de doadores. Desde 2007, a idade limite era estabelecida em 67 anos. Antes disso, a doação de sangue podia ser feita até 65 anos.

Conforme a assistente social do Hemosc de Criciúma, Simone Nandi, com esta nova faixa etária, o Brasil se iguala com outros países, como Estados Unidos, Espanha e Alemanha, que já estabelecem esta idade limite de doadores. É importante ressaltar que só é possível efetuar a doação, dos 60 aos 69 anos, quem já realizou pelo menos uma doação ao longo da vida.

Porém, mesmo com a aprovação da portaria, os hemocentros passam por readequações para receberem os novos doadores. “Nesta sexta-feira, haverá uma reunião em Florianópolis, que vai decidir quando as instituições do Estado irão receber estes voluntários. Estamos torcendo que na próxima semana eles sejam liberados, pois estaremos comemorando o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, com uma programação especial durante a semana”, comenta.

Segundo a assistente social do hemocentro, as doações não eram permitidas para prevenir os doadores de sangue com idade mais avançada. “Como essas pessoas são mais vulneráveis a doenças em geral, essas captações eram evitadas”, explica Simone.

A idade mínima para doação de sangue, alterada em 2012, é de 16 anos, sendo que dos 16 aos 18, o doador deve comparecer na instituição acompanhado de um responsável. Antes disto, só era possível doar quem tinha mais de 18 anos.

Com essa determinação houve a abertura de 8,7 milhões de novos voluntários. Conforme o Ministério da Saúde, atualmente são coletadas 3,6 milhões de bolsas ao ano, o que corresponde ao índice de 1,8%. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde trabalha para chegar ao índice de 3%.

Douglas Saviato/Foto: Francine Ferreira