Marcos Alexandre Margotti Izé: Cartas a um mundo perdido

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Poesia sem título IV

De leve me distraio,

Sutilmente subtraio!

E encontro em minha emoção,

Que por ventura me faz cantar!

Os olhos enxaguar,

A flor de um simples jardim!

 

Devaneio devagar!

Com a vã recordação!

Isento do perdão!

Dos pecados cometidos até então!

 

E o beijo!

Que da flor recebi!

Levaram-me a nostalgia,

Do dia em que encontrei,

E de lá a tirei,

Para no mundo se perder!

 

O mundo do perdão!

Que é o mesmo da desrazão!

Falível sem saber,

Que um dia perecera!

Ou apenas… perder-se-á!

 

 

Eterno mundo de sedução

Transcrevo em pequenos versos,

As notas breves de um vilão!

Que busca nas pequenas coisaS entender!

O porquê do ato de corromper!

O porquê de uma vida de sofrimento!

Em prol de alguns ideais!

Por vezes até banais!

Divididos por poucos!

Comandados pela nação!

Mestres da exatidão!

Que cantam a canção,

Do simplório existir!

 

Escrevo coisas proibidas!

Até então escondidas!

Que nos dias, perdem-se no vento!

Por serem renegadas!

Ou mesmo rejeitadas pela minoria!

Que não quer mais ver o dia amanhecer!

 

Procuro só!

Um caminho desbravar!

E caminhando!

Não me influenciando!

Ou mesmo querendo não me perder!

Ou simplesmente…

Não me esquecer!

 

Histórias que por vezes surgem!

Se dissipam no ar!

Voam e ficam a cantar!

Na ternura da desrazão!

Como a folha que vem ao chão!

 

Muito se tem para ser pobre!

Ou mente deprimente para se esconder,

Quando menos sofrer,

Envolve o perdão!

Ou pobre desrazão!

Um vilão da nação!

 

Logo cedo,

Lhe vi cantar!

Na tenra sensatez!

Que arrebata o freguês!

E faz respirar!

Acoitar-se na respiração escondida,

Reflexão reprimida!

Que o despede!

Esquece!

E se vai!

Para um mundo pueril!

Não menos vil!

Do fim!