Olhares ansiosos, mãos entrelaçadas e corações acelerados traduziram a emoção da tarde deste sábado, (18/4), na Unesc. Entre sorrisos e olhos cheios de lágrimas, 39 estudantes da 1ª fase do curso de Medicina da Unesc, Turma 261, viveram um dos momentos mais simbólicos da vida acadêmica: a primeira edição da Cerimônia do Jaleco Branco, um rito de passagem do início do curso de Medicina, organizado pelo Centro Acadêmico Sérgio Alice (CA).
Humanos comprometidos
Além de uma vestimenta, o jaleco branco representa responsabilidade, ética e dedicação ao cuidado com a vida. Para a reitora em exercício, Gisele Coelho Lopes, é uma alegria imensa ver o auditório Ruy Hülse, repleto de pessoas que acreditam na ciência.
“A Universidade vai prepará-los para que sejam seres humanos comprometidos com as pessoas. Porque ser médico não é simplesmente se tornar um foco de esperança. Nesse instante em que vocês estarão à frente dessas pessoas, elas olharão e acreditarão em tudo o que disserem. É necessário entender o lugar que ocupam hoje e o quanto precisarão se apropriar do conhecimento técnico, científico, mas sobretudo humano, para que lá no futuro, quando começarem a clinicar, tenham a certeza de que fizeram a escolha certa”, destacou a reitora.
Apoio familiar
Gisele também falou diretamente com os pais e familiares dos acadêmicos.
“Aos pais muito obrigada por escolherem a Unesc. Eles ficarão muito ausentes, mas precisarão não somente do conselho, não somente do colo, mas do apoio incondicional para que essa travessia seja leve. Escolher a via do conhecimento é abrir mão de muitas coisas. Renúncias financeiras, renúncias de tempo, muitas vezes renúncias de si mesmo, para adquirir o conhecimento adequado para poder prover lá na frente soluções que possam transformar a vida de muitas pessoas. Por essa razão, eu convido-vos, não somente dar as mãos para os seus filhos, mas serem a ancoragem para que essa caminhada seja de muitos significados”, aconselhou Gisele.
Simbologia
Para o coordenador do curso de Medicina, Marcelo Brum Vinhas, este é apenas o primeiro passo de uma caminhada intensa, que exigirá dedicação, ética e sensibilidade de cada futuro médico.
“Estamos realizando a primeira edição desta cerimônia de iniciação. O jaleco branco carrega a simbologia da pureza e da honestidade, valores centrais na prática médica, além de representar, na prática, um instrumento de proteção para o acadêmico. É algo simbólico, uma representatividade da Medicina que quisemos trazer para dentro da Unesc pela primeira vez. Ver os acadêmicos da primeira fase participando desse momento com seus familiares é gratificante”, afirmou o coordenador.
A cerimônia foi marcada por gestos carregados de significado. Sob o olhar atento e orgulhoso da família, os estudantes subiram ao palco para receber o jaleco das mãos dos familiares, neste momento que simboliza o início da formação médica.
Emoção
Representando o CA e organizadora do evento, a secretária Luísa Parucker Fernandes, ficou emocionada com a cerimônia.
“Me segurei para não chorar, porque sabia que se deixasse correr o choro, não pararia mais. Foi muito emocionante. O jaleco é um compromisso com a honestidade, com a honra da profissão, de exercer a profissão, e principalmente com a empatia com os nossos pacientes, nossos futuros pacientes, e aqui na Unesc praticamos muito isso. Fiquei com pena de não ter tido essa experiência na minha entrada no curso. Mas, foi uma honra e um grande prazer poder fazer isso para os outros, porque a Medicina também é isso, fazer o bem ao próximo”, confessou Luísa.
Realização de um sonho
Para a acadêmica Júlia Macedo Borges, que percorre cerca de 120 quilômetros todos os dias, saindo de ônibus de Sombrio para viver o sonho da Medicina na Unesc, o jaleco deixa de ser apenas um uniforme, ele ganha significado.
“A Cerimônia do Jaleco pra mim representa uma conquista muito grande. É a realização de que o sonho começou. Eu sempre imaginava como ia ser a rotina na faculdade, e poder vestir o jaleco, aprender a usar o estetoscópio, são detalhes que me motivam muito. E hoje, viver isso é a confirmação de que estou no caminho certo”, afirma a acadêmica.
Vindo do interior de Sombrio, os pais acompanham de perto cada passo dessa primeira conquista. “A cerimônia também é um momento muito especial para meus pais, que sempre estiveram ao meu lado, me apoiando em cada etapa”, declara Júlia.
A cerimônia também contou com a presença da pró-reitora de Ensino(Proen), Graziela Fátima Giacomazzo, da assessora pedagógica do Curso, Rosemari De Oliveira Duarte, do coordenador da primeira fase, professor Henrique Leandro Braz, da presidente do Diretório Central dos Estudantes(DCE), Camila Jacoob e do acadêmico da sétima fase, Mateus Dagostin.

